segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Exemplo de trabalho com música na sala de aula

Nas minhas naveganças, encontrei o trabalho realizado pelo professor Reginaldo Elias Ferreira, qua através da música "Xote ecológico", trabalhou meio ambiente com seus alunos.

Quando pensamos em música, logo imaginamos o ouvido como órgão importante de sentido, mas é o cérebro que interpreta as ondas sonoras recebidas pelo ouvido.
Assim como todos os sentidos externos do corpo humano (audição, olfato, tato, paladar e visão) a audição é resultado de uma interpretação cerebral. Quanto mais rica for uma música em seus diferentes sons (agudos, médios e graves), timbres (cordas, sopro e percussão), ritmos (pulsações), velocidades (notas longas, médias e curtas), intensidade (forte, média e fraca) com harmonia (combinação de sons simultâneos), mais o cérebro de quem a ouve será estimulado.
Recomenda-se às crianças em idades iniciais do desenvolvimento cerebral (0 a 6 anos) ouvir músicas eruditas, a exemplo das "clássicas", por serem ricas em expressões sonoras propícias ao desenvolvimento da acuidade cerebral auditiva, característica esta que é de grande importância para a aprendizagem de idiomas.
A música, arte de combinar os sons, é uma excelente fonte de trabalho escolar porque, além de ser utilizada como terapia psíquica para o desenvolvimento cognitivo, é uma forma de transmitir idéias e informações, faz parte da comunicação social.
Na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I, usa-se a música há muito tempo em sala de aula, mas normalmente de uma forma lúdica, sem cobrança pedagógica do conteúdo aos alunos, salvo algumas exceções.
No Ensino fundamental II a música é raramente utilizada, mas ao professor interessado em enriquecer a sua prática pedagógica com música cabe estar atento à pertinência do tema musical à matéria lecionada e fazer um planejamento que permita ao aluno desenvolver análise e interpretação da letra, defendendo-a, rebatendo-a e/ou lhe acrescentando algo.
Antes de apresentar a música aos alunos, deve-se ter consciência do tema a ser trabalhado e do conhecimento prévio dos alunos. Se necessário for, deve-se subsidiar o aluno com pré-requisitos conceituais.
Como um exemplo daquilo que se pode fazer em sala de aula será apresentado uma atividade que pode ser aplicada por professores interessados.

PARTE 1
Com a finalidade de enriquecer uma aula, sobre meio ambiente, o professor poderá utilizar-se de uma música que aborda o assunto e sua letra deve ser apresentada aos alunos para que leiam enquanto ouvem. Isso facilita a compreensão da mensagem musical. A letra pode ser preparada em folhas de sulfite, com cópias individuais, pode ser transcrita com caneta "pilot" em papel pardo de tamanho adequado para ser lido na lousa; pode ser apresentada em retroprojetor, monitor de vídeo de computador na sala de informática ou datashow. Para os dois últimos, há excelentes recursos no programa Microsoft PowerPoint para elaboração de slides.
A apresentação inicial aos alunos da música "xote ecológico", cujo tema é a degradação do meio ambiente, funcionará como um despertador de atenção do aluno para um assunto a ser estudado; por isso sua apresentação antes da matéria propriamente dita é mais eficaz do que posteriormente.

Xote ecológico - Aguinaldo Batista e Luiz Gonzaga

Não posso respirar
Não posso mais nadar
A terra está morrendo
Não dá mais pra plantar
Se plantar não nasce
Se nascer não dá
Até pinga da boa
É difícil de encontrar
Cadê a flor que estava aqui
Poluição comeu
O peixe que é do mar
Poluição comeu
O verde onde é que está
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes Sobreviveu

O tema da música acima é o meio ambiente cuja característica interdisciplinar extrapola os limites de uma única ciência, pois envolve política, economia, história, ecologia e geografia.
No que se refere à Geografia, seu objeto de estudo é o espaço humanizado e neste se inclui o meio ambiente impactado pelas organizações sociais.
Quanto ao conteúdo sobre meio ambiente e a forma de abordá-lo devem variar de acordo a série a que se destinam.

Clique no ícone a seguir para analisar um exemplo de slides que foram elaborados no PowerPoint com a música "Xote Ecológico".


PARTE 2
Após a apresentação da música, é possível explorar o entendimento dos alunos sobre a letra da mesma e passar um questionário a eles com posterior esclarecimento de dúvidas. Exemplo:
1) Copie o título da música.
2) Escreva o que é xote?
3)
 O que é meio ambiente?
4) Qual o significado de ecologia?
5) Complete a tabela abaixo com os possíveis agentes dos problemas apontados na música.


PROBLEMASAGENTES RESPONSÁVEIS
Não posso respirar
Não posso mais nadar
O verde onde é que está
Nem o Chico Mendes sobreviveu


6) Quem foi Chico Mendes?
7) Cite alguns problemas que as bebidas alcoólicas (pinga) podem apresentar em seus consumidores.
8) Complete.
No Brasil, o álcool é extraído da _____________________________; nos EUA, o álcool é extraído do_____________________________
9) Quando e em que circunstância o álcool surgiu como combustível de automóveis?
10) Descreva os principais impactos que podem ser provocados pela monocultura voltada à produção de combustíveis (etanol e biodísel).


PARTE 3
De acordo a necessidade dos estudantes é importante desenvolver o conhecimento sobre os conceitos e/ou definição de litosfera, hidrosfera, atmosfera, biosfera, ciclo hidrológico, a posição central do homem no ecossistema e os efeitos do desmatamento, a saber:
a) interrupção do ciclo hidrológico com prejuízos climáticos (chuva);
b) erosão do solo;
c) assoreamento de rios;
d) deslizamento de solo ou terra das vertentes ou encostas dos morros;
e) risco de extinção de espécies vegetais;
f) migração e morte de animais ao perderem seu hábitat.


PARTE 4
Agora o professor pode expandir o assunto abrangendo as causas que levaram a sociedade a degradar a natureza. Cabe analisar o aumento dos prejuízos ao ambiente a partir da Revolução Industrial na Inglaterra em 1760, espalhando-se pelos países vizinhos, em outros continentes, intensificando-se depois da Segunda Guerra Mundial e chegando aos países em desenvolvimento como o Brasil.
Durante as etapas da Revolução Industrial as inovações tecnológicas provocaram o êxodo rural e a urbanização de muitos países que se industrializaram. Estes se envolveram, inicialmente, com problemas de saúde pública pela ausência de infraestrutura médico-hospitalar, de saneamento e de moradias adequadas.
O desmatamento avança para ceder espaço a construção de barragens, a mineradoras e a monoculturas. As indústrias multiplicam-se e aumentam a poluição da atmosfera com fumaça e dos rios com dejetos nocivos aos peixes e outros seres vivos. Efeitos do aquecimento global são sentidos em diferentes partes do planeta. No final do século passado, graças ao movimento ambientalista, a sociedade começa a desenvolver a consciência da importância do desenvolvimento sustentável, um equilíbrio entre crescimento econômico, preservação ambiental, distribuição de renda e qualidade de vida.

CONCLUSÃO
No final do século XX houve um significativo aumento do uso da música como tratamento de distúrbios da mente devido a sua capacidade de sensibilizar, emocionar, excitar os reflexos sensoriais da audição correlacionados ao raciocínio nas distinções dos diferentes sons, além de despertar sensação de prazer e fixar a atenção no tempo.
Psiquiatras, a exemplo de CURY (2003) recomendam o uso de música ambiente em sala de aula para diminuir a ansiedade das crianças e lhes favorecer o equilíbrio emocional. Evidentemente que a música escolhida deve ser adequada ao fim a que se destina.
Os educadores de todas as disciplinas podem utilizar a música durante as suas aulas, desde que previamente selecionadas e nesse propósito indico três bibliografias, entre outras, de grande relevância.


FERREIRA, Martins. Como usar a música na sala de aula. 2a edição, São Paulo, Editora Contexto, 2002.

NEPOMUCENO, Rosa. Música caipira, da roça ao rodeio. São Paulo, Editora 34, 1999.

SEVERIANO, J. E MELLO, Zuza H. de. A canção no tempo: 85 anos de músicas brasileiras. vol.2: 1958-1985, São Paulo, Editora 34, 1998.



OBRAS QUE SERVIRAM DE REFERÊNCIA PARA ESTE ARTIGO:

VÍDEO

ESTIMULAÇÃO da Inteligência nas Crianças. Tribuna Independente da Rede Vida de Televisão. São Paulo, Associação Cultura e Atualidades, 2004, 1fita VHS (75 min): son., color (NTSC). Gravação de vídeo.


BIBLIOGRAFIAS

CURY, Augusto. Pais brilhantes, professores fascinantes. Rio de Janeiro, Sextante, 2003. 176 p. Música Ambiente em Sala de Aula, p. 120-122.
FERREIRA, Martins. Como usar a música na sala de aula. 2a edição, São Paulo, Editora Contexto, 2002.
ADAS, Melhem. Geografia. 4. ed. São Paulo. Moderna, 2002 4v.



Licenciatura Plena em Geografia pela Universidade de São Paulo e
Professor de Ensino Fundamental e Médio
com experiência em escolas particulares e
 atual atividade na Rede Pública da Prefeitura de São Paulo.

Retornando as atividades

Olá amigos!
Aqui em Mesquita, temos grandes novidades para 2011. Além do concurso que já está acontecendo e que através dele, ganharemos vários colegas novos (o que de certa maneira é uma renovação, outros fazeres e outros "pensares"). A nossa temática para o ano também mudou.
Ano passado a nossa rede municipal arrasou trabalhando a história e cultura afro-brasileira, o que deu pano pra manga nas escolas. Todas trabalharam o ano inteiro com seus alunos o que herdamos da Mãe-África e o que ressignificamos como povo brasileiro, em centenas de anos de história que se entrecruzaram com a diápora africana.

Para 2011, o tema será MESQUITA, CIDADE DA MÚSICA, onde, em observância a lei 11.769 de 18 de agosto de 2008, torna-se obrigatório o ensino de música nas escolas.
Nós da Secretaria de Educação estamos felizes com o tema escolhido, afinal, a música está muito presente nas nossas vidas, não é? Seja uma canção que nos emocione, a trilha de um filme, a música da balada, de protesto, popular ou erudita, é tão antiga quanto a história da humanidade.
Que material riquíssimo para ser trabalhado com nossos pequenos! Para isso, sempre divulgaremos aqui, como fizemos com a afrobrasilidade, ideias bacanas, sites, projetos feitos pelos nossos professores ou encontrados na net, para auxiliar os que querem trabalhar com música na sala de aula.

Pra começar, encontrei duas páginas que podem provocar e fazer refletir.

Lei 11.769, de 18 de agosto de 2008

O ensino de música nas escolas

Ensino de música nas escolas é ferramenta de inclusão cultural e da cidadania, dizem especialistas

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Oficinas gratuitas de Contação de Histórias em Mesquita

O Centro Cultural Oscar Romero iniciou, no dia 08 de janeiro, as apresentações da oficina gratuita de Contação de Histórias.  O público-alvo são as crianças de 7 a 10 e as atividades acontecem aos sábados, das 10h às 12h.
O evento, iniciado em janeiro, será realizado até o dia 26 de fevereiro, e a cada sábado será contada uma história e desenvolvida uma atividade diferente. Já Foram apresentadas, no dia 08, as histórias da Chapeuzinho Vermelho, com quebra-cabeça e Os três Porquinhos, com Teatro de Sombra no dia 15 de janeiro. 

Não é obrigatório o comparecimento a todos os dias de oficina. O Centro Cultural Oscar Romero fica na Rua Elpídio, 530, no Centro de Mesquita, próximo à Praça da Telemar.
Mais informações pelos telefones: 2697-8257, 2796-4862 e 8557-8533.
Confira abaixo a programação:

22/01
      História do dia: O Empinador de Estrelas
      Atividade: Confecção de Pipas.
29/01
     História do dia: O Mágico Errado
     Atividade: Pintura
05/02
     História do dia: O Palhaço Espalhafatoso.
     Atividade: Teatral
12/02
    História do dia: A Lebre e a Tartaruga
    Atividade: Fantoche / Dedoche.
19/02
    História do dia: Peter Pan
    Atividade: Jogo da Memória
26/02
    História do dia: Baile de Carnaval.
    Atividade: Máscaras de Carnaval

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ano novo, visual novo

Dois mil e onze já começou, isso já não é novidade. Mas como estava com uma vontade enorme de renovação (virada de anos sempre me inspiram), achei que seria interessante mudar o visual do blog. A cor escolhida foi o branco, pois além de trazer paz e conforto, ajuda a limpar e aclarar as emoções ainda é uma tendência nos blogs, o que contribui para um visual mais "limpo". Além de simbolizar a nossa proposta de trabalho: um ciclo que sempre se renova.

No blog, algumas mudanças significativas: uma página com informações sobre os Clubes de Leitura e Carrinhos de Leitura, um layout formatado em apenas 2 colunas e exlusão de itens pouco utilizados, visando facilitar a leitura e ainda outras, que aos poucos vamos incorporar.
Bom, espero que vcs gostem. Para mim, é muito importante que vcs deixem comentários, para melhorar o nosso blog cada vez mais.
Aproveitando este momento, quero agradecer os mais de 15.000 acessos desde a criação, provando que temos um papel a cumprir e que estamos contribuindo de alguma forma com a disseminação de uma "pedagogia do encantamento" ao estimular os nossos pequenos a ingressarem no mundo fantástico da leitura.
Um grande abraço e que venha 2011.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Terças Literárias

09/11 – CONVERSA COM O AUTOR

O evento Terça Literárias estreia com o projeto Conversa com o Autor que apresenta Edney Silvestre e seu primeiro romance “Se eu Fechar os Olhos Agora” com mediação de Cristiane Costa.

Edney Silvestre – o jornalista e escritor ganhou o Prêmio Jabuti 2010 de melhor romance e o Prêmio São Paulo de Literatura 2010 na categoria estreante com o romance “Se eu fechar os olhos agora”. Edney criou o programa Brasileiros na TV Globo. É também conferencista, roteirista, produtor e apresentador da televisão brasileira e foi correspondente internacional por mais de uma década em Nova York primeiro pelo O Globo depois pela TV Globo. Escreveu “Outros Tempos” sobre os efeitos do ataque terrorista de 11 de setembro na vida americana. Edney foi o primeiro jornalista brasileiro a chegar ao local do atentado em 2001.

Cristiane Costa – é professora e coordenadora do curso de Jornalismo da Eco-UFRJ e editora de não-ficção da Nova Fronteira. É doutora em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisadora do pós-doutorado do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (Paac). Formada em jornalismo pela UFF, foi editora do Caderno Idéias (suplemento literário do Jornal do Brasil), da revista Nossa História e do Portal Literal. É autora de 'Pena de aluguel: escritores jornalistas no Brasil' e de 'Eu compro essa mulher: romance e consumo nas telenovelas brasileiras e mexicanas”.


16/11 – GERAÇÃO 00
A professora e pesquisadora Beatriz Rezende apresenta dois nomes da Geração 00: Ramon Mello e Cecília Giannetti.

Beatriz Rezende – lançou recentemente o livro “Contemporâneos” onde trata de jovens autores brasileiros. Beatriz é bacharel e licenciada em Português e Literaturas , mestre em Teoria da Literatura e doutora em Letras (Literatura Comparada) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Escreve regularmente para suplementos literários do Rio e São Paulo. Atualmente é Coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Ramon Mello – lançou recentemente o livro de poesia “Vinis Mofados” e já havia escrito “Tumorgrafias” em 2006. Ramon é escritor, poeta, jornalista e ator - formado pela Escola de Teatro Martins Pena. Mantém o BLOG 'Sorriso do Gato de Alice' e o ‘Click(IN)VERSOS’, no portal Click21 – especializado em entrevistas com jovens escritores. Atualmente, finaliza o romance 'all star bom é all star sujo'.

Cecília Gianetti - é autora do romance "Lugares que Não Conheço, Pessoas que Nunca Vi" e tem contos publicados em antologias da Ediouro, Record, Casa da Palavra e La Nuova Frontiera (Itália). Foi também finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2008. Ela é colunista da Folha de São Paulo e faz o blog "Apocalipso" na Folha Online.


23/11 – CINE-LITERATURA
A estreia do projeto Cine-Literatura apresenta o documentário longa-metragem “Só dez por cento é mentira” de Pedro César e o curta-metragem “a Língua das Coisas” de Alan Minas, com mediação do jornalista e critico de cinema Rodrigo Fonseca e da pesquisadora Marcela Medina.

Pedro César – o filme “Só dez% por cento é mentira” é sobre o poeta mato-grossense Manoel de Barros. César levou dez anos para realizar o filme, boa parte deste tempo para convencer Manoel de Barros, um conhecido recluso, a participar do filme. César é diretor também de Fabio Fabuloso (2004) com o qual ganhou o Primeiro Prêmio Bravo de Cultura Prime 2005, além dos prêmios do júri popular no Festival de Cinema do Rio e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2004. Publicou dois livros de poesia: Puizía e Concepção de Frases em Ninhos de Água.

Alan Minas – o mais recente curta do cineasta é “A Língua das Coisas” sobre o universo de Manoel de Barros. Em 2009 ele realizou o curta “Morte Inventada” sobre alienação parental. Em 2006 “Homens ao Mar”, em 2004 “O Refém” e em 2002 “a Encomenda”.

Rodrigo Fonseca – repórter, crítico de cinema de O Globo é também produtor editorial e professor da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu. Escreveu os livros Meu Compadre Cinema – Sonhos, Saudades e sucessos de Nelson Pereira dos Santos e de Cinco + Cinco – Os Melhores Filmes Brasileiros em Bilheteria e Crítica, em co-autoria com Carlos Diegues e Luiz Carlos Merten.

Marcela Medina – professora de língua e literatura, mestranda em Letras pela PUC-RJ e especialista e pesquisadora da obra do poeta Manoel de Barros.


30/11 – SARAU PROLER
A estreia do Sarau Proler é com o poeta Omar Salomão, com a atriz e perfomer Numa Ciro e com a pesquisadora e escritora Santuza Cambraia Neves.

Omar Salomão - é um artista multimídia como o pai Wally Salomão. Publicou seu primeiro poema Pedras Portuguesas aos 13 anos, na revista O Carioca. E aos 23 anos, é um dos apresentadores do programa Quarto Mundo (Multishow) e integrante da banda Vulgo Quinho & Os Caras, onde fala poesia e fez parte da antologia Enter de Heloísa Buarque de Hollanda. Seu primeiro livro de poesias foi À Deriva. Omar faz cinema na PUC-RJ e está escrevendo outro livro.

Numa Ciro – cantora,compositora e atriz, iniciou sua vida artística na Paraíba participando de varias montagens teatrais.Criou uma modalidade de teatro/canto que denominou Monólogo Cantante, espetáculo de canto a capela ao qual são incorporados elementos das artes plásticas, poesia e literatura.

Santuza Cambraia Naves – professora de Antropologia na PUC/RJ,é autora de livros sobre diversos aspectos da música popular brasileira como O Violão Azul:Modernismo e Música Popular. Da Bossa Nova à Tropicália, A MPB em Discussão. Acabou de lançar Canção Popular no Brasil, onde faz uma análise da chamada canção critica na cultura brasileira e do papel do intelectual como letrista na MPB.


07/12 – LENDO CLARISSE
O evento Lendo Clarice encerra o Projeto Terça Literárias de 2010 com homenagem aos 90 anos da escritora Clarice Lispector. Haverá performance da atriz Andréa Maciel, o vídeo Especial Clarice e um debate sobre a obra de Clarice com a biógrafa de Clarice, Teresa Montero, com as atrizes Zezé Polessa e Rita Elmor, com a jornalista e e pesquisadora da obra da escritora Claudia Nina, com o poeta Eucanaã Ferraz e com o cineasta e amigo de Clarice Luís Carlos Lacerda.

Teresa Montero – é autora de “Eu sou uma pergunta – uma biografia de Clarice Lispector (Rocco, 1999) e organizou também Correspondências – Clarice Lispector (Rocco, 2002) e Clarice Lispector – Outros escritos (Rocco, 2005). Ela criou o projeto O Rio de Clarice, passeios turísticos guiados por locais descritos na obra de Clarice. Teresa é doutora em Letras pela PUC/Rio e professora de literatura na Unesa e de arte-educação na Unissalle.

Zezé Polessa – é formada em Medicina mas optou pela carreira de atriz. Estreou em teatro em 1973 na peça Drácula de Bram Stocker, na TV em 1978 na novela Dancin’Days de Gilberto Braga e no cinema em 1986 em Romance da Enpregada. A partir daí fez cerca de 25 peças incluindo A mulher que matou os peixes de Clarice Lispector, fez sete filmes e atuou em cerca de 25 novelas e minisséries, a maioria da Rede Globo.

Rita Elmor – indicada ao Premio Shell de Melhor Atriz por sua atuação no monólogo Que Mistério Tem Clarice , sempre impressionou por sua semelhança física com a escritora. Participou das mini séries Os Maias, Capitu, Dalva e Herivelto e nas peças Hamlet ,como Ofélia . ao lado de Diogo Vilela e com Nathalia Timberg em Melanie Klein.

Claudia Nina - jornalista, ensaísta e crítica literária, autora do livro Literatura nos Jornais: a crítica literária dos rodapés às resenhas. É pesquisadora e especialista na obra de Clarice Lispector.

Eucanaã Ferraz – é professor de literatura brasileira na UFRJ e consultor de literatura do Instituto Moreira Salles. Edita, com André Vallias, a revista on line Errática voltada para arte e literatura. Publicou Bicho de Sete Cabeças e outros Seres Fantásticos ((2009), Poemas de Iara (2008), Cinemateca (2008), Rua do Mundo (2004), Desassombro (2002) prêmio Alphonsus de Guimaraens da Fundação Biblioteca Nacional.

Luís Carlos Lacerda – faz cinema desde 1971, estreou com o filme Mãos Vazias, adaptação de obra de Lúcio Cardoso. Seu maior sucesso foi o filme Leila Diniz (1987). Realizou cerca de 30 curtas sobre personalidades da cultura brasileira. Seus filmes mais recentes foram For All – o Trampolim da Vitória (1997) e Viva Sapato, co-produção com a Espanha. Foi professor da Escola de Cinema de Cuba e da Universidade Estácio de Sá. Foi amigo de Clarice Lispector e autor, junto com Clarice Lispector do roteiro do curta-metragem O Ovo, em 1973 e recentemente dirigido pela sobrinha-neta de Clarice, Nicole Algranti.


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