quinta-feira, 31 de março de 2011

Concurso para Alunos Contadores de Histórias

O concurso "Contadores de Histórias Encantadas" é aberto aos alunos de 4º e 5º anos do Ensino Fundamental. Os alunos podem participar em duas categorias: histórias escritas e histórias contadas. A participação é individual e cada aluno pode enviar um trabalho em cada categoria.
Maiores informações no link:

quinta-feira, 24 de março de 2011

A Educação de Mesquita recebe o Selo de Educação para a Igualdade Racial



Prefeitura de Mesquita recebeu o Selo de Educação para a Igualdade Racial 2010, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR, em cerimônia realizada em Brasília, no dia 21 de março, a partir das temáticas africanas.
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A Secretaria Municipal de Educação - SEMED, única instituição contemplada do Rio de Janeiro, foi representada na solenidade de premiação pela secretária de Educação, Maria Fátima de Souza. Além do Certificado do Selo, a Secretária trouxe para o Município, um Estandarte e uma caixa de livros, que servirão de ferramentas para continuar o trabalho da aplicação da Lei 10.639/2003 nas Unidades Escolares.
Segundo Fátima de Souza, “o selo foi fruto de um trabalho de equipe que envolveu toda a Secretaria e foi desenvolvido em todas Unidades Escolares”. “Queremos igualmente agradecer a parceria de todas as secretarias de Mesquita  e ao prefeito Artur Messias da Silveira que nos permitiram, incentivaram  e ajudaram a desenvolver o trabalho no ano de 2010. Esse é um reconhecimento pelo envolvimento e trabalho árduo e dedicado aos alunos e à educação. Parabéns à Cidade!”.

Essa foi a sua primeira edição e premiou as 16 primeiras experiências exitosas de escolas e secretarias de Educação que implementaram a Lei nº 10.639/03 em todo o território nacional. O Projeto tem como objetivo contribuir para a construção, em sala de aula, de conhecimentos que valorizem o patrimônio histórico e cultural dos povos negros no Brasil e na África. Durante um ano a Prefeitura, a Secretaria de Educação e demais órgãos terão o direito de utilizar o Selo em seus materiais.

Além da cerimônia de entrega do Selo aos contemplados, a solenidade abriu as  atividades do Ano Internacional dos Afrodescendentes,  na mesma data em que se comemora também o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial — em alusão ao massacre de Sharpeville, que vitimou dezenas de manifestantes que protestavam contra a Lei do Passe, na África do Sul, em 1960. A data foi instituída por resolução da Organização das Nações Unidas - ONU, que também declarou 2011 como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.

Uma homenagem especial foi entregue à professora Doutora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, primeira mulher negra a ter assento no Conselho Nacional de Educação do Ministério da Educação, pelos serviços prestados ao País.
Foram também premiadas as crianças vencedoras do concurso cultural As Cores do Saber, iniciativa realizada pela parceria BR Petrobras/SEPPIR.


FONTE: Prefeitura Municipal de Mesquita

sábado, 19 de março de 2011

Mesquita Conquista Selo de Educação para Igualdade Racial

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Esse é o resultado do trabalho dos professores da Rede Municipal de Educação de Mesquita.

A Prefeitura de Mesquita, representada pela Secretaria Municipal de Educação – SEMED, será o único órgão do Rio de Janeiro, a receber no dia 21 de março, em Brasília, o Selo de Educação para a Igualdade Racial.
A SEMED receberá o Selo, a partir dos projetos apresentados sobre temáticas africanas em 2010: Jornada Pedagógica, Desfile Cívico e V Mostra Cultural Literária. A seleção dos avaliadores foi feita pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado da Bahia – IFBA.
A entrega do Selo de Educação para a Igualdade Racial será em março, mês em que é comemorado o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. Este é um reconhecimento de mérito na implementação da Lei nº 10.639/03 para unidades escolares e secretarias estaduais e municipais de Educação.
O Selo de Educação é uma parceria da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR, firmada com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação - SECAD, a Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura - UNESCO, Fundo das Nações Unidas para a Infância - UNICEF, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação - UNDIME e Conselho Nacional de Secretários de Educação - CONSED.
De acordo com a SEPPIR, a premiação contará com a presença da ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, e serão reconhecidas até 100 experiências realizadas por Unidades Escolares de Educação Básica, Secretarias de Educação Municipais e Secretarias de Educação Estaduais na implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana, tendo como foco, a Lei nº 10.639/03 e o recém-aprovado Estatuto da Igualdade Racial.
O objetivo do projeto é contribuir para a construção, em sala de aula, de conhecimentos que valorizem o patrimônio histórico e cultural dos povos negros no Brasil e na África. E que apontem para a riqueza da diversidade cultural como marca característica da sociedade do país, fortalecendo, com isto, a identidade nacional.
Compõe o Selo de Educação para a Igualdade Racial um conjunto de objetos simbólicos e iniciativas editoriais que visam divulgar e valorizar as experiências vencedoras em âmbito nacional. Entre os objetos estão um estandarte, um diploma e 10 broches oferecidos às instituições como símbolos de distinção. Além desses, as instituições brindadas com o Selo receberão um kit de livros e outros materiais didáticos que auxiliem no processo pedagógico voltado para a implantação das diretrizes da Lei 10.639/03.
Lei 10639/2003: Torna-se obrigatória a inclusão de História e Cultura Afro-brasileira nos currículos escolares.

Fonte: SEPPIR

domingo, 13 de março de 2011

Sugestão: Projeto Poesia na escola

PROJETO POESIA NA ESCOLA

GESTAR II – Programa Gestão da Aprendizagem Escolar

Professoras

Tânia Maria Cavalcante Maia
Gilvanda Soares Torres
Márcia Vanessa Bastos Xavier
Tereza Crispim Nunes

APRESENTAÇÃO

O presente projeto foi elaborado por nós, professores de Língua Portuguesa, para finalização do programa GESTAR II. Será aplicado na Escola de Ensino Fundamental e Médio Estado do Paraná, visando por em prática, através da vivência em sala de aula, os conhecimentos adquiridos durante o curso.

“ O que dá grandeza a um poema não é o assunto que ele usa, mas a maneira com que ela trata o assunto”
Manual Barros

JUSTIFICATIVA

A escola deve ser um lugar em que a convivência com a poesia aconteça de fato, permitindo o contato com diferentes autores e estilos, reavivando a capacidade de olhar e ver o que é a essência do poético através de atividades que permitam uma compreensão maior da linguagem poética e lhe dê condições para que ensaie seus próprios passos em poesia.
Com o Projeto Poesia na Escola queremos descobrir o que os alunos já sabem sobre poesia, ampliar seu repertório através de atividades de leituras, escrita, declamações, pesquisa, análise e interpretação, exposição de idéias e composições.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Os princípios teóricos que norteiam este projeto , estão pautados na teoria sócio-interacionista da linguagem. Para Bakhtin, a linguagem é analisada a partir da interação entre os indivíduos dentro de uma prática social; a língua falada tem vida e se transforma constantemente pela própria pressão do uso cotidiano: ela não pode ser separada do fluxo da comunicação verbal.
Os indivíduos não recebem pronta para ser usada; eles penetram
na corrente da comunicação verbal; ou melhor, somente quando
mergulhamos nessa corrente é que sua consciência desperta e
começa a operar.(...) Os sujeitos não adquirem sua língua materna:
é nela e por me o dela que ocorrer o primeiro despertar da
consciência. ( Bakhtin.1992,)

O trabalho poético para Bakhtin está inteiramente interelacionado ao contexto social,” O poeta, afinal, seleciona palavras não do dicionário, mas do contexto da vida onde as palavras foram embebidas e se impregnaram de julgamentos de valor” (Bakntin, apoud Freitas, 1992, p. 127). Assim, os gêneros discursivos, por mobilizarem diferentes esferas da atividade humana, representam unidades abertas da cultura.
Em relação à escrita nosso olhar se amparou nas considerações de Garcez (2001). Segundo ela, escrever é antes de tudo um exercício que só se aprimora com a prática constante atrelada indissociavelmente à prática de leitura. Leitura e releitura colaboram decisivamente para sensibilidade frente às melhorias cabíveis ao texto. Para Garcez, escrever é uma habilidade que pode ser desenvolvida e não um dom que poucas pessoas têm; é um ato que exige empenho e trabalho e não um fenômeno espontâneo.

É pela leitura que assimilamos as estruturas próprias da
língua escrita. Para comunicarmos oralmente apoiamo-
nos no contexto, temos a colaboração do ouvinte. Já a
comunicação escrita tem suas especificidades, suas
exigências. [...] Tratamos de forma diferente a sintaxe, o
vocabulário e a própria organização do discurso. É pela
convivência com textos escritos de diversos gêneros que
vamos incorporando às nossas habilidades um efetivo
conhecimento da escrita. (Garcez, 2001:6-7)

Nesse contexto nós reafirmamos que poesia será nossa opção de trabalho em sala de aula. Cabe-nos propiciar a leitura e escrita do gênero poético, sendo mediadores do conhecimento no processo ensino-aprendizagem.

OBJETIVOS

• Geral
Familiarizar o aluno com a linguagem poética, com a poesia para que ele sinta prazer em ler, ouvir e criar poemas.

• Específicos
- Despertar o prazer pela leitura de poemas.
- Despertar o interesse pela literatura, pela poesia.
- Recitar poesia explorando os recursos existentes.
- Reconhecer os poemas em suas diversas formas.
- Destacar autores consagrados que escreveram e escrevem para o público
Infanto-juvenil.
- Proporcionar ambiente de interação entre diferentes grupos de alunos.
- Resgatar sentimentos e valores.

METODOLOGIA

1º Momento

- Apresentação do Projeto aos alunos incentivando a participação de cada um.
- Fazer uma lista dos autores preferidos pelos da turma.
- Seleção de poesias de acordo com os autores indicados pelos alunos.

2º momento

- Organizar roda de leitura para que os alunos expressem os sentimentos que aparecem no texto durante a leitura, como medo, alegria, espanto, tristeza e humor.
- Conversar com a turma sobre alguns aspectos importantes do poema: características ( rima, versos e estrofes)
- Apresentação de poesia de autores escolhidos pela turma.

3º momento

- Conhecer poemas consagrados da literatura cearense ( pesquisa – internet e ou/ sala
de multimeios)
- Declamação de poesias.
- Organização de um murais com os autores cearenses ( Vida e Obra).
- Escolher uma poesia para declamar durante o sarau.

4º momento

- Produção de um poema coletivo e/ou individual.
- Inscrição para o sarau.
- Sarau – participação dos alunos, pais e comunidade.

Cronograma

Atividades - JANEIRO E FEVEREIRO

-Apresentação do Projeto Poesia na Escola.
-Listar os autores preferidos da turma.
-Seleção de poemas.
-Roda de leitura.
-Conversando sobre poesia.
-Poetas cearenses.
-Confecção de murais com autores cearenses.
-Declamação de poesia.
-Produção de poesia.
-Sarau.

EQUIPE DE TRABALHO

Nós, professoras cursitas de Língua Portuguesa, estaremos a frente de toda a orientação, desenvolvimento e execução do projeto. Assim, acreditamos que os alunos sentirão mais segurança para participar de todas as atividades propostas.

AVALIAÇÃO

A avaliação Projeto Poesia na Escola acontecerá através de leituras de textos poéticos, análise de poesia, confecção de murais e apresentação do SARAU.

14 de março: Dia Nacional da Poesia

A poesia é a arte da linguagem humana, do gênero lírico, que expressa sentimento através do ritmo e da palavra cantada. Seus fins estéticos transformaram a forma usual da fala em recursos formais, através das rimas cadenciadas.


As poesias fazem adoração a alguém ou a algo, mas pode ser contextualizada dentro do gênero satírico também.
Existem três tipos de poesias: as existenciais, que retratam as experiências de vida, a morte, as angústias, a velhice e a solidão; as líricas, que trazem as emoções do autor; e a social, trazendo como temática principal as questões sociais e políticas.
A poesia ganhou um dia específico, sendo este criado em homenagem ao poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), no dia de seu nascimento, 14 de março.
Castro Alves ficou conhecido como o “poeta dos escravos”, pois lutou grandemente pela abolição da escravidão. Além disso, era um grande defensor do sistema republicano de governo, onde o povo elege seu presidente através do voto direto e secreto.
Sua indignação quanto ao preconceito racial ficou registrada na poesia “Navio Negreiro”, chegando a fazer um protesto contra a situação em que viviam os negros. Mas seu primeiro poema que retratava a escravidão foi “A Canção do Africano”, publicado em A Primavera.
Cursou direito na faculdade do Recife e teve grande participação na vida política da Faculdade, nas sociedades estudantis, onde desde cedo recebera calorosas saudações.
    Aqui você encontra a última parte do poema “Navio Negreiro”, de Castro Alves. Uma obra-prima com a marca do poeta: o tema da escravidão. VI “Existe um povo que a bandeira empresta P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!... E deixa-a transformar-se nessa festa Em manto impuro de bacante fria!... Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta, Que impudente na gávea tripudia? Silêncio. Musa... chora, e chora tanto Que o pavilhão se lave no teu pranto!... Auriverde pendão de minha terra, Que a brisa do Brasil beija e balança, Estandarte que a luz do sol encerra E as promessas divinas da esperança... Tu que, da liberdade após a guerra, Foste hasteado dos heróis na lança Antes te houvessem roto na batalha, Que servires a um povo de mortalha!... Fatalidade atroz que a mente esmaga! Extingue nesta hora o brigue imundo O trilho que Colombo abriu nas vagas, Como um íris no pélago profundo! Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! Andrada! arranca esse pendão dos ares! Colombo! fecha a porta dos teus mares"
Poesia Popular: a riqueza do Nordeste
    O estilo poético nordestino é rico em folclores, lendas e valores regionais. Encontra-se principalmente associado à música, com destaque para os violeiros. A partir da viola se desenvolvem os desafios, emboladas, repentes, cantorias, um sem-fim de ritmos e estilos próprios dos cantadores da região. A cantoria, por exemplo, consiste em um improviso, em tom de desafio, entre repentistas. Seu primeiro representante é Romano do Teixeira, da Serra do Teixeira, no estado da Paraíba, ainda no século XIX. Antônio Alves da Silva, o Patativa do Assaré, do Ceará, é emblema da poesia popular nordestina. O apelido se refere a uma ave do sertão, a patativa, e à cidade perto da qual o poeta nasceu. Patativa faleceu em 2002, mas ficaram seus versos, falando sobre o sofrimento do povo. Seu estilo possui um acento social e muitas vezes satírico. Assim como a maioria dos poetas regionais, Patativa do Assaré nunca chegou a freqüentar escola e sempre compôs de memória. Desprezava a gramática – para ele, "uma grande besteira", preferindo o registro das coisas como são ditas e ouvidas. Assim falava Patativa, criticando o aparelho de televisão: Presente Disagradável "Toda vez que eu ligo ele No chafurdo das novela Vejo logo os papo é feio Vejo o maior tumaré Com a briga das mulhé Querendo os marido alheio Do que adianta ter fama? Ter curso de Faculdade? Mode apresentar programa Com tanta imoralidade !" As poesias regionais do Nordeste geralmente são encontradas no formato de libretos de cordel. A poesia de cordel recebe este nome por causa de uma velha tradição em Portugal. No século XVII, era comum os folhetos fossem colocados à venda pendurados em um barbante, presos por pregadores de roupa. Barbante, corda, cordel – os cantadores e repentistas nordestinos adotaram este costume, pendurando seus versos e popularizando o que é hoje um dos principais símbolos da cultura popular brasileira.


Clique aqui e assista o Curta "Patativa", de 2001.

Clique aqui e acesse o site da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, que fica no bairro de  Santa Teresa, RJ.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Site do Plano Nacional de Livro e Leitura

Fonte de consulta obrigatória para que planeja ações de incentivo à Leitura, o site apresenta o Plano Nacional de Livro e Leitura, além de oferecer diversos textos, possibilidade de assinar boletins para acompanhar as novidades, participação dos debates nas redes sociais e divulgação das atividades realizadas no país inteiro.
Abaixo, segue os princípios norteadores do PNLL.

Princípios Norteadores

O conjunto de dados aqui evocado, ainda que constitua apenas um esboço da questão da leitura e do livro no país, oferece elementos suficientes para contextualizar e justificar a proposição de um Plano como este, dada a gravidade da situação apontada e a premência de sua superação. Mas, para que se delineie com mais precisão o contexto em que se insere a Política de Estado aqui defendida, é importante, ainda, explicitar alguns pressupostos básicos sobre os quais se assenta o Plano, uma vez que correspondem a uma tomada de posição conceitual em relação à leitura e ao livro e, particularmente, traduzem o horizonte das muitas contribuições absorvidas pelo Plano no amplo fórum que se instaurou para a discussão do tema:

UNESCO

  • O Plano valoriza particularmente três fatores qualitativos e dois quantitativos identificados pela Unesco como necessários para a existência expressiva de leitores em um país.

Os fatores qualitativos são:

a) O livro deve ocupar destaque no imaginário nacional, sendo dotado de forte poder simbólico e valorizado por amplas faixas da população;

b) Devem existir famílias leitoras, cujos integrantes se interessem vivamente pelos livros e compartilhem práticas de leitura, de modo que as velhas e novas gerações se influenciem mutuamente e construam representações afetivas em torno da leitura; e

c) Deve haver escolas que saibam formar leitores, valendo-se de mediadores bem formados (professores, bibliotecários, mediadores de leitura) e de múltiplas estratégias e recursos para alcançar essa finalidade.

Os fatores quantitativos são:

d) Deve ser garantido o acesso ao livro, com a disponibilidade de um número suficiente de bibliotecas e livrarias, entre outros aspectos;

e) O preço do livro deve ser acessível a grandes contingentes de potenciais leitores.

Além disso, é importante frisar que esse destaque à leitura e ao livro está estreitamente associado à questão geral dacompetência em informação (information literacy) e do aprendizado ao longo da vida, aspectos que têm merecido especial atenção por parte da Unesco em diretrizes e políticas mundiais para os próximos anos. Sob essa perspectiva, a competência em informação encontra-se no cerne do aprendizado ao longo da vida, constituindo direito humano básico em um mundo digital, necessário para promover o desenvolvimento, a prosperidade e a liberdade – no âmbito individual e coletivo – e para criar condições plenas de inclusão social.

Práticas sociais

  • A leitura e a escrita são percebidas aqui como práticas essencialmente sociais e culturais, expressão da multiplicidade de visões de mundo, esforço de interpretação que se reporta a amplos contextos; assim, a leitura e a escrita são duas faces diferentes, mas inseparáveis, de um mesmo fenômeno.

Cidadania

  • A leitura e a escrita constituem elementos fundamentais para a construção de sociedades democráticas, baseadas na diversidade, na pluralidade e no exercício da cidadania; são direitos de todos, constituindo condição necessária para que cada indivíduo possa exercer seus direitos fundamentais, viver uma vida digna e contribuir na construção de uma sociedade mais justa.

Diversidade cultural

  • A leitura e a escrita são, na contemporaneidade, instrumentos decisivos para que as pessoas possam desenvolver de maneira plena seu potencial humano e caracterizam-se como fundamentais para fortalecer a capacidade de expressão da diversidade cultural dos povos, favorecendo todo tipo de intercâmbio cultural; são requisitos indispensáveis para alcançar níveis educativos mais altos; apresentam-se como condição necessária para o desenvolvimento social e econômico. A leitura e o livro são vistos neste plano, não apenas em uma dimensão educacional, mas também, em uma perspectiva cultural, na qual se reconhecem três dimensões trabalhadas pela atual gestão do Ministério da Cultura. A política cultural em voga no Brasil parte de uma perspectiva sistêmica, que se desdobra em três dimensões, as quais são absorvidas por este plano para o setor de livro e leitura: a cultura como valor simbólico, a cultura como direito de cidadania e a cultura como economia. Não há preponderância de uma dimensão sobre a outra, embora os focos da acessibilidade e do valor simbólico contemplem, mais definidamente, as dimensões educacionais (direito de cidadania) e culturais da leitura. A dimensão econômica deve, assim, estar equilibrada por essas duas outras, gerais e geradoras de bens públicos.

Construção de sentidos

  • A concepção de leitura focalizada pelo Plano é aquela que ultrapassa o código da escrita alfabética e a mera capacidade de decifrar caracteres, percebendo-a como um processo complexo de compreensão e produção de sentidos, sujeito a variáveis diversas, de ordens social, psicológica, fisiológica, linguística entre outras. Uma perspectiva mecanicista da leitura, que pretende reduzir o ato de ler a mera reprodução do que está no texto, tem sido um dos mais graves obstáculos para o desenvolvimento da leitura e da escrita. A leitura configura um ato criativo de construção de sentidos, realizado pelos leitores a partir de um texto criado por outro(s) sujeito(s).

O verbal e o não verbal

  • Ao reafirmar a centralidade da palavra escrita, não se desconsidera a validade de outros códigos e linguagens, as tradições orais e as novas textualidades que surgem com as tecnologias digitais.

Tecnologias e informação

  • No contexto atual, é imperativo que a leitura seja tratada no diálogo com as diversas tecnologias de gravação, entre os quais o livro se encontra. Como defende Renato Janine Ribeiro, a maneira adequada de difundir a leitura no Brasil não é a de sua “tradição”, mas aquela que considera que o sujeito contemporâneo só consegue ser interativo com a mídia sendo, ele mesmo, “multimeios”, necessitando da leitura para sê-lo; no mundo de hoje, não apenas a prática leitora deve passar pelo uso das tecnologias de informação e comunicação, mas o usuário dessas tecnologias deve desenvolver, por intermédio da família, da escola e de uma sociedade leitora, a prática de leitura. Neste sentido, deve-se ter atenção às questões contemporâneas acerca dos direitos autorais, fortemente impactados pelas novas possibilidades tecnológicas e seus avanços em termos de possibilidade de gravação e cópia. O Plano Nacional de Livro e Leitura defende uma perspectiva contemporânea do livro e da leitura e propõe um diálogo fecundo com as novas licenças de copyrights não restritivos, no que esses ajudam a equilibrar os direitos de autor com os direitos de acesso. Além disso, não se pode deixar em um plano secundário a questão da inclusão digital, aspecto ao qual estão profundamente ligados a leitura e o livro, ainda mais em tempos em que o suporte papel começa, aos poucos, a competir com o livro eletrônico, multiplicando-se a possibilidade de difusão da informação em níveis nunca antes imaginados.

Biblioteca enquanto dínamo cultural

  • A biblioteca não é concebida aqui como um mero depósito de livros, como muitas vezes tem se apresentado, mas assume a dimensão de um dinâmico polo difusor de informação e cultura, centro de educação continuada, núcleo de lazer e entretenimento, estimulando a criação e a fruição dos mais diversificados bens artístico-culturais; para isso, deve estar sintonizada com as tecnologias de informação e comunicação, suportes e linguagens, promovendo a interação máxima entre os livros e esse universo que seduz as atuais gerações.

Literatura

  • Entre as muitas possibilidades de textos que podem ser adotados no trabalho com a leitura, a literatura merece atenção especial no contexto do Plano, dada a enorme contribuição que pode trazer para uma formação vertical do leitor, consideradas suas três funções essenciais, como tão bem as caracterizou Antonio Candido: a) a capacidade que a literatura tem de atender à nossa imensa necessidade de ficção e fantasia; b) sua natureza essencialmente formativa,que afeta o consciente e o inconsciente dos leitores de maneira bastante complexa e dialética, como a própria vida, em oposição ao caráter pedagógico e doutrinador de outros textos; c) seu potencial de oferecer ao leitor um conhecimento profundo do mundo, tal como faz, por outro caminho, a ciência.

EJA

  • A Educação de Jovens e Adultos (EJA) deve ser objeto de especial atenção em relação às políticas e ações ligadas àleitura, considerando-se imperativo criar condições favoráveis de letramento e de acesso ao livro para os jovens e adultos que não tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos fundamental e médio, hoje frequentemente denominadosneoleitores. Trata-se de pessoas que iniciam sua trajetória como leitores, mas já possuem um nível razoável de experiência adquirida, no trabalho, no cotidiano, na vida afetiva. E o aspecto particularmente relevante é que essa experiência se acumulou antes da alfabetização do sujeito, implicando uma relação diferenciada com os livros e a leitura, na comparação, por exemplo, com as crianças recém-alfabetizadas, mas inexperientes em outros setores da vida.

Necessidades especiais

  • O Plano considera fundamental garantir que as pessoas com deficiências ou transtornos globais do desenvolvimento (impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial), tenham acesso a livros e outros materiais de leitura, valorizando ações como a versão ou a tradução, em Libras e em braile das obras em circulação, permitindo a inclusão desses potenciais leitores nas escolas regulares.

Meios educativos

  • O Plano defende a produção de meios educativos (livros, periódicos e demais materiais de leitura utilizados como instrumentos para a educação na escola), tal como vem fazendo o MEC (por meio de implementação de políticas de produção e distribuição de materiais didáticos e literários que atendam às especificidades dos diversos públicos), a fim de assegurar o acesso a bens culturais produzidos em diferentes linguagens e suportes, sobre temas diversificados, gerados em contextos culturais variados, para leitores de diversas modalidades e faixas etárias; não só estudantes, mas também professores, bibliotecários e demais membros da comunidade escolar.

Estado da questão

  • Políticas públicas para as áreas da leitura, do livro, da biblioteca, da formação de mediadores e da literatura devem ter como ponto de partida o conhecimento e a valorização do vasto repertório de debates, estudos, pesquisas, e experiências sobre as formas mais efetivas de promover a leitura e o livro e de formar leitores, existentes nas esferas municipal, estadual e nacional. Devem ser implementadas tanto pelo poder Público como pelas organizações da sociedade, atentando-se, ainda, para o contexto internacional, em particular o ibero-americano.

Políticas públicas

  • A leitura e a escrita devem ser consideradas base em processos de formulação e implantação de políticas públicas de educação e cultura dos governos em todos os seus níveis e modalidades de ensino e de administração, e, junto com o tema das línguas, perpassá-las estruturalmente, tal como proposto no Plano Nacional de Cultura (PNC), elaborado pelo Ministério da Cultura. A consolidação de políticas e programas de fomento à leitura deve ser pensada a curto, médio e longo prazos, com ênfase no caráter permanente. Nesse processo, o fomento e a elaboração de Planos Estaduais e Municipais do Livro e Leitura articulados com o Plano Nacional se tornam fundamentais.

Integração

  • É pressuposto deste Plano a fundamental integração entre o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério da Educação (MEC), demais ministérios e outras agências públicas federais para otimizar os esforços em prol da leitura e do livro no país. O Plano se integra ao Plano Nacional de Cultura (PNC) e ao Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), como base para o texto do capítulo específico sobre o tema. Da mesma forma, o Plano poderá indicar diretrizes para outros documentos oficiais sobre o tema.

Autores, editoras e livrarias

  • A política para o livro e a leitura deve considerar também as diversas autorias e a criação literária, além das questões de fomento do setor editorial e livreiro, de forma a criar condições para que a produção das obras necessárias aconteça de forma cada vez mais eficaz, barateando os custos de produção e distribuição, eliminando gargalos e debilidades, tudo convergindo para a produção de livros em quantidade necessária e a preços compatíveis com a capacidade de consumo da população. Deve manter, no entanto, a perspectiva sistêmica, exposta anteriormente, em que o econômico se equilibra com o direito de cidadania e a dimensão simbólica.

A leitura e o livro

  • Este Plano procura contemplar, de forma dialética, um processo de dupla face: tanto aquele moldado pelas questões que envolvem a leitura, quanto o que se configura pelos problemas relativos à cadeia produtiva do livro, buscando evitar polarizações que a tradição tem revelado inócuas, no que diz respeito aos papéis a serem cumpridos pelo Estado e à dinâmica específica do mercado.

Avaliação contínua

  • São necessários mecanismos contínuos de avaliação das metas, dos programas e das ações desenvolvidos para verificar o alcance das iniciativas e os resultados obtidos, permitindo ajustes, remodelações e atualizações no processo.

4. Objetivos e metas

O objetivo central da Política de Estado aqui delineada é o de assegurar e democratizar o acesso à leitura e ao livro a toda a sociedade, com base na compreensão de que a leitura e a escrita são instrumentos indispensáveis na época contemporânea para que o ser humano possa desenvolver plenamente suas capacidades, seja individual ou coletivamente. Há a convicção de que somente assim é possível que, na sociedade da informação e do conhecimento, o indivíduo exerça de maneira integral seus direitos, participe efetivamente dessa sociedade, melhore, em amplo sentido, seu nível educativo e cultural, fortaleça os valores democráticos, seja criativo, conheça os valores e modos de pensar de outras pessoas e culturas e tenha acesso às formas mais verticais do conhecimento e à herança cultural da humanidade. Trata-se de intensa valorização dos caminhos abertos ao indivíduo pela cultura escrita, sem que se deixe de reconhecer e se tente apoiar e preservar a cultura oral de nosso povo. Busca-se criar condições necessárias e apontar diretrizes para a execução de políticas, programas, projetos e ações continuadas por parte do Estado em suas diferentes esferas de governo e também por parte das múltiplas organizações da sociedade civil, lastreada em uma visão republicana de promoção da cidadania e inclusão social e segundo estratégias gerais para o desenvolvimento social e de construção de um projeto de nação que suponha uma organização social mais justa.

São estabelecidos aqui alguns objetivos que devem ser alcançados no curto, médio e longo prazos:

a) Formar leitores, buscando, de maneira continuada, substantivo aumento do índice nacional de leitura (número de livros lidos por habitante/ano) em todas as faixas etárias e do nível qualitativo das leituras realizadas;

b) Implantação, modernização e qualificação de acervos, equipamentos e instalações de bibliotecas de acesso público nos municípios brasileiros;

c) Fomentar a formação de mediadores e agentes de leitura;

d) Incentivar programas de bolsas de criação, formação,intercâmbio, pesquisa e residências literárias;

e) Realização bienal de pesquisa nacional sobre leitura;

f) Implementação e fomento de núcleos voltados a pesquisas, estudos e indicadores nas áreas da leitura e do livro em universidades e outros centros;

g) Concessão de prêmio anual de reconhecimento a projetos e ações de fomento e estímulo às práticas sociais de leitura;

h) Expansão permanente do número de salas de leitura e ambientes diversificados voltados à leitura;

i) Identificação e cadastro contínuos das ações de fomento à leitura em curso no país;

j) Identificação e cadastro contínuos dos pontos de vendas de livros e outros materiais impressos não periódicos;

k) Elevação significativa do índice de empréstimos de livro em biblioteca (sobre o total de livros lidos no país);

l) Aumento do número de títulos editados e exemplares impressos no país;

l) Elevação do número de livrarias do país;

m) Aumento da exportação de livros; expansão do número de autores brasileiros traduzidos no exterior;

n) Aumento do índice per capita de livros não didáticos adquiridos; ampliação do índice de pessoas acima de 14 anos, com o hábito de leitura e que possuam ao menos dez livros em casa;

o) Estimular continuamente a criação de planos estaduais e municipais de leitura;

p) Apoiar o debate e a utilização de copyrights não restritivos (copyleft e creative commons), equilibrando o direito de autor com direitos de acesso à cultura escrita;

q) Assegurar o acesso a pessoas com deficiência, conforme determinações da legislação brasileira e dos imperativos conceituais e objetivos expressos no amplo direito à leitura para todos os brasileiros contidos neste Plano.

Orientações para Atividades de Leitura

No Slideshare, encontramos essas orientações feitas pelo governo português para fomentar leitura. Abaixo, temos algumas atividades realizadas pelos professores portugueses, com exemplos. Vale como sugestão.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Oficina Literatura para bebês

Nossa página de vídeos reformulada



Com o objetivo de tornar nosso blog "mais leve", nós melhoramos a nossa página de vídeos. Mais funcional e interativa, ao acessá-la você poderá ver uma mostra dos vídeos mais acessados no nosso canal no Youtube tal como será redirecionado para esta e assim ver todos os vídeos que achamos interessantes na íntegra. Vídeos sobre leitura, dicas, contação de histórias para nos inspirar, tudo está lá! Acesse!!!

Curso sobre Contos de Fadas

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Projeto "Ler é Bom, Experimente!" abre inscrições


Ler é essencial para formação do individuo. Embora essa premissa seja unanimidade entre educadores, os mecanismos de incentivo à leitura no Brasil ainda são muito escassos. A fim de proporcionar novas experiências com a literatura, o Grupo Projetos de Leitura criou o projeto "Ler é Bom, Experimente!", que conta com o patrocínio da Companhia de Seguros Aliança do Brasil, empresa do Banco do Brasil, pelo quarto ano consecutivo, e com o apoio do Ministério da Cultura. O projeto há 10 anos vem contribuindo para diminuir o déficit literário no Brasil.
Para 2011, a partir do dia 24 de janeiro até 31 de março, o Grupo abre inscrições para 600 Escolas da Rede Pública participarem do projeto, de incentivo à leitura, "Ler é Bom, Experimente!", dirigido ao público infantil, juvenil e adulto, que beneficiará cerca de 60 mil alunos. O trabalho consiste na doação de livros e desenvolvimento de atividades a partir da leitura, por estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, e as inscrições deverão ser efetuadas, pelo professor, no site www.projetosdeleitura.com.br.
As escolas inscritas receberão de 38 a 152 livros de autoria do escritor Laé de Souza, além de material de apoio como: folhas pautadas para redação, questionários e, ainda, uma cartilha pedagógica para auxiliar o professor a executar as atividades dentro da sala de aula.
Para o coordenador do Grupo Projetos de Leitura, o escritor Laé de Souza, nada desenvolve mais a capacidade verbal e de interpretação que a leitura de livros. "Os livros proporcionam um aprendizado leve e de forma natural. Pode-se observar que ao final da leitura os estudantes ficam enriquecidos com novas experiências, novas ideias, novo vocabulário, entre outras infinitas vantagens que essa prática pode oferecer", destaca Laé de Souza.

Obras no projeto

Em 2011 o projeto será aplicado com as obras "Radar, o cãozinho", "Quinho e o seu cãozinho - Um cãozinho especial" e "Espiando o mundo pela fechadura", sendo que a escola poderá participar com duas ou mais classes, recebendo, como doação, exemplares para todos os alunos.
Após a execução das atividades sugeridas pelo projeto, os alunos respondem um questionário sobre a obra e desenvolvem textos baseados nas crônicas ou nos personagens do livro. Os autores dos três melhores trabalhos recebem como prêmio outra obra de Laé de Souza. A outra grande oportunidade do projeto, é que os alunos participantes, a partir do 6º ano, concorrem a ter o seu texto no livro "As 50 melhores crônicas do Ler é Bom, Experimente! – Volume 3", que será lançado no final de 2011.
Sobre o Grupo Projetos de Leitura 
Criado em 1998, pelo escritor Laé de Souza, os trabalhos têm como objetivo vencer um dos maiores desafios encontrados pelos professores e amantes da literatura: criar o hábito da leitura. Os projetos, apoiados pelas leis de incentivo à cultura, são aplicados em escolas da rede pública, parques, praças, hospitais, transportes coletivos, hipermercados e outros.
Sobre o autor
Laé de Souza é cronista, dramaturgo, produtor cultural, bacharel em Direito e Administração de Empresas, autor de vários projetos de incentivo à leitura e de livros infantis, juvenis e adultos, entre eles: "Acontece", "Acredite se Quiser!", "Quinho e o seu Cãozinho" "Um cãozinho especial", "Nos Bastidores do Cotidiano" , "Espiando o Mundo pela Fechadura", "Coisas de Homem & Coisas de Mulher".
Aliança do Brasil
Criada em 1997, a Aliança possui uma diversificada carteira de produtos, composta por mais de 40 tipos de seguros que cobrem riscos pessoais e patrimoniais, entre eles os seguros de vida, residenciais, empresariais, rurais, de transporte e outros. São soluções para necessidades de pessoas físicas e jurídicas, em todos os segmentos, inclusive no agronegócio. A carteira de riscos pessoais e de outros ramos soma mais de 10 milhões de clientes.
Em um país em que a população lê em média 1,3 livro por ano (dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-livros), projetos de incentivo à leitura são mais que bem-vindos. Eles são essenciais para romper esse quadro alarmante e quebrar o paradigma que o brasileiro não gosta de lê. Imbuídos dessa premissa é que o Grupo Projetos de Leitura, de autoria do escritor Laé de Souza, surpreende pela quantidade e o sucesso das atividades realizadas ao longo de 2010.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Autores da Baixada Fluminense expõem seus livros em Nova Iguaçu

A VII Exposição de Livros de Autores sobre a Baixada Fluminense estará presente na feira itinerante da ABL - Associação Brasileira do Livro.

No acervo, mais de 70 títulos garimpados pela Produtora Cultural Claudina Oliveira e o Escritor e Editor Moduan Matus.

A ideia de expor livros de autores e temas sobre a Baixada Fluminense é antiga, pois o escritor, e também colecionador Moduan Matos, com um acervo de mais de 150 títulos, é também um dos principais motivadores das publicações de poesia em Nova Iguaçu, bem como um dos primeiros a expor o acervo nos estandes da ABL.

Claudina Oliveira idealizadora da mostra atual que vai para a VII Edição, sentiu necessidade de expandir a visibilidade desse acervo para outros municípios da região em 2009, quando realizou, com o apoio do Fórum Cultural da Baixada Fluminense dentro do 8º Prêmio Baixada, em Seropédica, a I Edição dessa mostra.

O acervo atual tem novidades: o historiador Ney Alberto de Barros, em parceria com a Traço e Texto Publicações lança (depois de 32 anos!) "DE MAXAMBOMBA À MAIS-QUE-BOMBA (EM NOVA IGUAÇU DEPOIS DA TEMPESTADE VEM... A LAMBANÇA)"; e Dudu de Morro Agudo, traz, recém saído do forno, "Enraizados - Os Híbridos Glocais".

Também no acervo:

Academia de Letras e Artes de São de Meriti - Antologia (2001); Antologi
Alexandre Cardoso - Retratos da Baixada Fluminense
Ana Giovani (Hanny Saraiva) – O Segredo do Palco e Blônicas 2 – a vez dos leitores
Angela Sepulveda de Oliveira – O Mundo Encantado das Joanipones; Joanipones – De Paracambi para todo o Brasil.
Antonio Paullista - Poemas de Amor e Revolução; Gente, Lugares e Cidades; O Último Romance;
Antologia Iguaçuana – XXI Poetas de Iguassú (2002)
Aquino de Araújo – A Escola que eu vi Crescer
Edson Ribeiro - Uma Viagem a Iguassú Através da Cartografia
Elyseu Adail de Alvarenga e Rogério Torres - O Coronel Elyseu e o seu Tempo
Eny Varella - Meu Método de Ensino Elementar da Arte P´lásticas - Impressionismo Romântico Vol. I
Evaldo Rocha - A Tragetória dos Sem Propósito; Vivendo de Forma Equilibrada
Francisco de Oliveira - O Canto da Mãe Lua e Ecologia Sobrevivência e Paz
Gênesis Torres - Em Busca da Memória; Baixada Fluminense - A Construção de Uma História
Guilherme Peres - Um Lugar no Passado (História Fluminense).
Henrique Souza - enCantos do Ser
Heraldo Bezerra – HB - Engenharia de Aviãozinho
José Claudio S. Alves- Dos Barões do Extermínio
Jorge Cardoso – De Dentro do Tempo Blindado
José de Oliveira Luiz – Cuca Fresca & Memória de Gari
Jorge Vidal – Ceia, Si! Cruz, Não!; Eclésia – A Noiva Aprovada Por Ele.
Lasana Lucata – Caçada ao Madrastio
Leni Neves Bandeira - Tecido no Tempo
Lírian Tabosa - Lírios; Umas e Outras
Luiz Sérgio da Mota Miranda - A Primeira Revolução Tecnológica do Gênero Humano
Luz Macalé - Planeta Nada
Maarina Coufals Sena - COMO VERMELHO PARA UMA ROSA PÁLIDA
Mailton Rangel – POEMADURO
Manoel Ricardo Simões – Comentários e Observações sobre o Atlas Geográfico
Maria Chambarelli de Oliveira - A Terra Onde Nascem Meus Filhos é a Minha Terra
Maria do Carmo Gregório - Solano Trindade O Poeta das Artes do Povo
Michele Carvalho - Furor Letárgico da Alma
Moduan Matus - Acepções do Amor; As Margaridas Estão Cada Vez Mais Raras (Contos); Vermelho – Um Século de Poesia; Um Olhar Pelas Janelas da Baixada; Signos – Poemas Instalações;
Paulo Santos - Imagens da Cidade; Ilustres e Anônimos – Personalidades Negras de Nova Iguaçu
Pe. Roberto Guedes Araújo - Histórias Cronicas em Contos Mínimos
Pedro Ferreira da Silva - Família em Foco; Desabafo Sem Demagogia; Jornada de Responsabilidade Social; Solidariedade e Idealismo
Penha Santiago – Floradas do Coração
Sil - Miscelâneas - Poemas & Outras
Simone Fadel - Meio Ambiente, Saneamento
Stélio Lacerda e Rogério Torres – Pelos Caminhos que a História Deixou
Tadeu Fialho - A Ciência Secreta de Holanda Merles
Theóphilo Antônio da Rocha Mattos – História de Uma Nova Igreja (Jubileu de Prata da Diocese de D. Caxias e S. J. de Meriti
Ulisses Mauro Lima - Passagem de Nível
Vicente Portela - Os Anjos do Pé Sujo


... Entre outros.

Venha nos visitar!

Feira Itinerante da ABL - Associação Brasileira de Livros
Autores e Livros da Baixada Fluminense - STAND 15
Praça Rui Barbosa - no final do caçadão de Nova Iguaçu, em frente aos bancos Bardesco e Banco do Brasil.
Dias: 19 a 26/02 (menos domingo)
Horário: 09 as 17h - Sábado: 09 as 14h


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Nova Oficina de Contação de Histórias

Oficina de Contação de Histórias
"O Contador de Histórias"



. Ministrantes: As Alquimistas da Palavra
Sonia Sampaio e Deka Teubl
Profas. (Letras) e Contadoras de Histórias


. Programa:
- O Contador de Histórias: seu papel, sua importância
- Habilidades do Contador de Histórias
- Tipos de Narrativas: fábula, lenda, mito, conto, conto de fadas, crônica e páginas de romance

- Atividades Lúdicas / Narrativas Vivenciadas
- O Conto Popular e o Conto Autoral
- Para Quem, Onde e Quando Contar Histórias
- Contação de Histórias
- Bibliografia
- Entrega de certificados


. Local: Biblioteca Popular de Botafogo "Machado de Assis" (RJ)
. Endereço: Rua Farani, 53 - (próx. à Universidade Santa Úrsula)
. Dia: 19 de fevereiro de 2011 / (sábado)
. Horário: das 11:00 às 15:00 horas
. Carga horária: 4 horas-atividade
. Investimento: R$ 50,00 (com material didático)
. Inscrição: até o dia 16/02/11 com

- Sonia Sampaio / e-mail: sonia.sampaio@oi.com.br
Fone: 2551-3572

- Deka Teubl / e-mail: dekateubl@yahoo.com.br
Fone: 3237-7237

Ler para escrever

Bons leitores são bons escritores? Nem sempre. Para enfrentar o desafio da escrita, é preciso investigar as soluções de autores reconhecidos                    

Rodrigo Ratier (rodrigo.ratier@abril.com.br)

Todo mundo já ouviu (e provavelmente também já repetiu) a noção de que, para escrever bem, é preciso ler bem. À primeira vista, parece um princípio básico e indiscutível do ensino da Língua Portuguesa. Tanto que a opção de nove entre dez professores tem sido propor aos alunos a tarefa. Ler muito, ler de tudo, na esperança de que os textos automaticamente melhorem de qualidade. E, muitas vezes, a garotada de fato devora página atrás de página, mas - pense um pouco no exemplo de sua classe - a tal evolução simplesmente não aparece. Por que será?
Antes de mais nada, ninguém aqui vai defender que não se deva dar livros às crianças. A leitura diária é, sim, uma necessidade para o letramento. Mas ler para escrever bem exige outra pergunta: de qual leitura estamos falando? Para fazer avançar a escrita, a prática não pode ser um ato descompromissado, sem foco. Pelo contrário: exige intenção e um encadeamento bem definido de atividades, que tenham como principal objetivo mostrar como redigir textos específicos.

"A leitura para escrever é um momento especial, que coloca os estudantes numa posição de leitor diferente da que usualmente ocupam. Afinal, a tarefa deles será encontrar aspectos do texto que auxiliem a resolver seus próprios problemas de escrita", afirma Débora Rana, psicóloga e formadora de professores do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

É um trabalho que destaca a forma - estamos falando de intenção comunicativa e estilo, portanto -, tema relacionado a inquietações que tiram o sono de muitos docentes: por que as composições dos alunos têm tão poucas linhas? Por que eles não conseguem transmitir emoção ou humor? Por que as descrições de lugares e personagens não trazem detalhes?
Trechos de contos trazem ótimas sugestões para os textos
A ideia do trabalho é analisar os efeitos e o impacto que cada obra causa em quem as lê. Sensações, claro, são subjetivas, variando de pessoa para pessoa. Mas, quando lê diversos textos bons, com expressões e características recorrentes, a turma consegue, pouco a pouco, entender que é a linguagem que gera os tais efeitos que tanto nos comovem ou divertem. Nesse sentido, o conto, um dos tipos de texto mais usuais nas classes de 3º a 5º ano, oferece excelentes recursos para enriquecer produções de gêneros literários.

Cabe ao professor, no papel de leitor mais experiente, compartilhar com a turma as principais preciosidades, iluminando onde está o "ouro" de cada obra. Abaixo, listamos alguns dos principais pontos a ser observados e trabalhados nos textos da garotada. Também elencamos exemplos de como os contos podem ajudar a melhorá-los.

Linguagem e expressões características de cada gênero. Cada tipo de texto tem uma forma específica de dizer determinadas coisas. "Era uma vez", por exemplo, é certamente a forma mais tradicional de dar início a um conto de fadas (note que ela não seria adequada para uma composição informativa ou instrucional). Além de colaborar para que a turma identifique essas construções, a leitura de contos clássicos pode municiá-la de alternativas para fugir do lugar-comum. O Príncipe-Rã ou Henrique de Ferro, na versão dos Irmãos Grimm, começa assim: "Num tempo que já se foi, quando ainda aconteciam encantamentos, viveu um rei que tinha uma porção de filhas, todas lindas".

Descrição psicológica. Trazendo elementos importantes para a compreensão da trama, a explicitação de intenções e estados mentais ajuda a construir as imagens de cada um dos personagens, aproximando-os ou afastando-os do leitor. Em O Soldadinho de Chumbo, Hans Christian Andersen desvela em poucas linhas os traços da personalidade tímida, amorosa e respeitosa do protagonista: "O soldadinho olhou para a bailarina, ainda mais apaixonado: ela olhou para ele, mas não trocaram palavra alguma. Ele desejava conversar, mas não ousava. Sentia-se feliz apenas por estar novamente perto dela e poder contemplá-la".

Descrição de cenários. O detalhamento do ambiente em que se passa a ação é importante não apenas para trazer o leitor "para dentro" do texto mas também para, dependendo da intenção do autor, transmitir uma atmosfera de mistério, medo, alegria, encantamento etc. Em O Patinho Feio, Andersen retrata a tranquilidade do ninho das aves: "Um cantinho bem protegido no meio da folhagem, perto do rio que contornava o velho castelo. Mais adiante estendiam-se o bosque e um lindo jardim florido. Naquele lugar sossegado, a pata agora aquecia pacientemente seus ovos".

Ritmo. É possível controlar a velocidade da história usando expressões que indiquem a intensidade da passagem do tempo ("vagarosamente", "após longa espera", "de repente", "num estalo" etc.). Outros recursos mais sofisticados são recorrer a flashbacks ou divagações dos personagens (para retardar a história) ou enfileirar uma ação atrás da outra (para acelerar). Charles Perrault combina construções temporais e encadeamento de fatos para gerar um clima agitado e tenso neste trecho de Chapeuzinho Vermelho: "O lobo lançou-se sobre a boa mulher e a devorou num segundo, pois fazia mais de três dias que não comia. Em seguida, fechou a porta e se deitou na cama".

Caracterização dos personagens. Mais do que apelar para a descrição do tipo lista ("era feio, medroso e mal-humorado"), feita geralmente por um narrador que não participa da ação, que tal incentivar a garotada a explorar diálogos para mostrar os principais traços dos personagens? Nesse aspecto, a pontuação e o uso preciso de verbos declarativos e de marcas da oralidade (leia a reportagem O papel das letras na interação social) exercem papel fundamental. Neste trecho de Rumpelstichen, os Irmãos Grimm dão voz à protagonista para que ela se lamente:

"- Ah! - respondeu a moça entre soluços. - O rei me mandou fiar toda esta palha de ouro. Não sei como fazer isso!"

Para terminar, um último e imprescindível lembrete: você pode ter colocado a turma para ler e ter direcionado adequadamente a atividade para melhorar a qualidade dos textos, mas o trabalho não para por aí. Nada disso adianta se o estudante não tiver a oportunidade - mais até, a obrigação - de pôr o conhecimento em prática. Ainda que a leitura seja essencial para impulsionar a escrita, não se desenvolve o comportamento de escritor sem enfrentar, na pele, os complexos desafios do escrever.

Fonte: Revista Nova Escola (clique no título do post e acesse)

Literatura do 6º ao 9º ano: ensine a teoria sem deixar de lado as práticas de leitura

Tentando ajudar   aos professores de 6º ao 9º ano, disponibilizamos nesse espaço, uma matéria da Revista Nova Escola, que nos dá pistas sobre como trabalhar literatura nos Anos Finais do Ensino Fundamental. Para visualizar o matéria, clique aqui
Este foi o pedido feito no nosso painel de recados pela professora Roselaine, além de atividades para esse trabalho.
Para ajudá-la, quem tiver realizado alguma atividade bacana, entre em contato por e-mail enviando o projeto para compartilhar com nossos colegas.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Que tal presentear com... LIVROS?


Atire a primeira pedra quem nunca ficou com dúvidas na hora de presentear alguém! Nós acabamos por comprar bibelôs, cds e dvds camisas e outros na intenção de não errar na escolha
No site "Dicas de presentes", encontramos essas dicas de como presentear livros de acordo com quem se quer presentear. Bacana!

Livros - Conhecimento em forma de presente

100 livros essenciais no Brasil - vestibular


O site Educar para crescer divulgou uma seleção realizada pela revista Bravo! dos 100 melhores livros de literatura brasileira.
Vale a pena dar uma olhada na relação. Para conhecer os títulos escolhidos, basta clicar no link abaixo:

100 livros essenciais no Brasil - vestibular

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Oficina de Contação com as Alquimistas da Palavra


Oficina de Contação de Histórias
                  "Os Contos Maravilhosos"

"Na terra onde vivemos, há apenas seres humanos e animais e uns e outros são submetidos a leis naturais intransponíveis. No mundos das Mil e Uma Noites há seres ora visíveis, ora invisíveis, possuindo, nos dois casos, poderes ilimitados, livres de qualquer lei"  (Mansour Challita)

. Ministrantes: As Alquimistas da Palavra
Sonia Sampaio e Deka Teubl - Profas. de Letras e Contadoras de Histórias
. Programa:
- Os Contos Maravilhosos:
- Contos de Encantamento e Contos de Fadas
- Onde os contos surgiram / Origens / Fontes
- Como chegaram até nós / Tradição Oral / Compiladores
- Elementos constantes nos contos populares  - Características invariantes na estrutura dos contos 
- Leitura de contos literários e didáticos
- Atividades lúdicas
- Dinâmicas de grupo
- Produção coletiva de contos
- Contação de narrativas
- Bibliografia
- Entrega de certificados

. Local: Biblioteca Popular de Botafogo "Machado de Assis" - RJ
  Rua Farani, 53 (próx. à Universidade Santa Úrsula)
. Dias: 09, 16 e 23 de fevereiro de 2011 (quartas-feiras)
. Horário: das 14:00 às 17:00 horas
. Carga horária: 9 horas-atividade
. Investimento: R$90,00 (com material didático)
. Inscrição: até o dia 07/02/2011 com
  - Sonia Sampaio / e-mail: sonia.sampaio@oi.com.br
    Fone: (21) 2551-3572
  - Deka Teubl     / e-mail: dekateubl@yahoo.com.br
    Fone: (21) 3237-7237


                                      Participe, compartilhando as suas histórias

Clique aqui e leia uma entrevista com as Alquimistas da Palavra para o blog "Livro de Rua".

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