segunda-feira, 17 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Oficina de contação de histórias
Olá amigos!
Mais uma oficina das nossas amigas Sonia Sampaio e Deka Teubl.

Sonia Sampaio e Deka Teubl
Mais uma oficina das nossas amigas Sonia Sampaio e Deka Teubl.

Oficina de Contação de Histórias
"O Contador de Histórias"
O Contador é um capitão que tem o timão e pode guiar o barco, mas se o público não sopra nas velas, ele vai ratear. (Catherine Zacarte).
. Ministrantes: As Alquimistas da Palavra
Sonia Sampaio e Deka Teubl Profas. (Letras) e Contadoras de Histórias
. Programa:
- O Contador de Histórias: seu papel, sua importância
- Habilidades do Contador de Histórias
- Tipos de Narrativas: fábula, lenda, mito, conto, conto de fadas
- Atividades Lúdicas / Dinâmicas de Grupo
- Leitura de Textos Didáticos e de Textos Literários
- O Conto Popular e o Conto Autoral
- Para Quem, Onde e Quando Contar Histórias
- Contação de Histórias
- Bibliografia
- Entrega de certificados
. Local: Sede do Lyons - Flamengo / RJ
Rua Silveira Martins, 80
(Entrada: Rua do Catete, pela Praça do Poeta)
Rua Silveira Martins, 80
(Entrada: Rua do Catete, pela Praça do Poeta)
. Dia: 19 de setembro de 2012 (quarta-feira)
. Horário: das 14:30 às 17:30 horas
. Carga horária: 3 horas
. Investimento: R$80,00 (com material didático)
(pagamento feito no dia da Oficina)
(pagamento feito no dia da Oficina)
. Inscrição: com
- Sonia Sampaio / e-mail: sonia.sampaio@oi.com.br
- Sonia Sampaio / e-mail: sonia.sampaio@oi.com.br
Fone: (21) 2551-3572 ou
- Deka Teubl / e-mail: dekateubl@yahoo.com.br
Fone: (21) 3237-7237
Atenciosamente
Atenciosamente
As Alquimistas da Palavra
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Quinto CompartiLER de 2012 - Trabalhando com produção textual
Ontem, dia 29 de agosto, realizamos mais um CompartiLER (encontro dos professores dinamizadores das Bibliotecas/Clubes de Leitura da rede municipal de Mesquita). O encontro, realizado no Clube de Leitura Braguinha, da E. M. Irena Sendler, tinha como pauta pensarmos na Mostra Cultural Literária, organização de chás literários na rede, o andamento das atividades nas escolas e como formação, estudamos sobre produção textual.
Com um material organizado pelo Setor de Incentivo à Leitura, além da parte teórica, o material continha diversas sugestões de atividades de produção de texto, perfeitamente aplicáveis em nosso trabalho nas bibliotecas.
Para colocar em prática, as dinamizadoras tiveram como atividade produzir uma história em que as ilustrações seriam retiradas de catálogos de livros e revistas.
Abaixo, o vídeo com o maravilhoso resultado das criações.
As nossas meninas e menino arrasaram!
Com um material organizado pelo Setor de Incentivo à Leitura, além da parte teórica, o material continha diversas sugestões de atividades de produção de texto, perfeitamente aplicáveis em nosso trabalho nas bibliotecas.
Para colocar em prática, as dinamizadoras tiveram como atividade produzir uma história em que as ilustrações seriam retiradas de catálogos de livros e revistas.
Abaixo, o vídeo com o maravilhoso resultado das criações.
As nossas meninas e menino arrasaram!
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
"Você sabe o que é Folclore, vou lhe dar a explicação"
Hoje, dia 22 de agosto, é comemorado o Dia do Folclore. É uma data simbólica, em que festejamos a nossa cultura, nossas festividades e identidades e heranças culturais.
Para auxiliar no nosso trabalho, que não deve ser exclusivo da data, a Revista Nova Escola preparou um especial.
FOLCLORE: CULTURA BRASILEIRA EM SALA DE AULA
E para evitarmos equívocos, o reforço de estereótipos e falta de respeito à diversidade, seja étnica, cultural e religiosa, uma reportagem sobre os erros mais comuns no trabalho com folclore. (clique no título abaixo)
Durante o ano, temos 11 feriados nacionais - na média de um a cada cinco semanas -, um monte de datas para lembrar pessoas (Dia das Mães, dos Pais, das Crianças, do Índio) e fatos históricos (Descobrimento do Brasil, Proclamação da República). Sem contar os acontecimentos de importância regional. Nada contra eles. O problema é que muitas vezes a escola usa o precioso tempo das aulas para organizar comemorações relacionadas a essas efemérides. O aluno é levado a executar tarefas que raramente têm relação com o currículo. Muitos professores acreditam que estão ensinando alguma coisa sobre a questão indígena no Brasil só porque pedem que a turma venha de cocar no dia 19 de abril - o que, obviamente, não funciona do ponto de vista pedagógico.
Festas são bem-vindas na escola, mas com o simples - e importante - propósito de ser um momento de recreação ou de finalização de um projeto didático. É a oportunidade de compartilhar com os colegas e com os familiares o que os alunos aprenderam (leia mais no quadro abaixo). No entanto, não é isso que se vê por aí. A seguir, os dez principais equívocos dos eventos escolares.
A cultura popular na idade média e no Renascimento, Mikahail Bakhtin, Editora Hucitec/UNB. Livro fundamental para entender as relações entre a cultura popular, a erudita, e as relações de carnavalização do poder por meio das festas e a representação literárias dessas relações.
Cultura Popular: revisitando um conceito historiográfico, Roger Chartier. Artigo disponível aqui.
Texto conciso em que Roger Chartier discute os conceitos de cultura popular e cultura erudita.
Danças Dramáticas do Brasil, Mário de Andrade, Editora Itatiaia (organização de Oneyda Alvarenga).
Extenso inventário sobre as danças dramáticas brasileiras, traz letras e pautas musicais do repertório que serve de acompanhamento aos dramas coreográficos.
Dicionário do Folclore Brasileiro, Luis da Camara Cascudo, Editora Itatiaia
Dicionário fundamental para quem gosta de folclore. Traz uma extensa e cuidadosa descrição sobre o folclore brasileiro, comentando as origens de mitos e lendas.
Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, Mário de Andrade, Editora Agir.
Comentário Baseado em uma lenda ameríndia, coletado por Theodor Koch-Greenberg, um dos principais títulos da Literatura Brasileira, Macunaíma é uma rapsódia construída a partir de textos da literatura universal, de lendas e mitos da cultura indígena e africana, ditados populares, paródia de fatos históricos etc. O capítulo “Maioridade”, por exemplo, enreda na narrativa as lendas da Cotia e do Currupira; “Macumba” traz referencias à mitologia africana e “Pauí-Pódole” à indígena. Relacionando literatura e história, o texto nos traz, por exemplo, “Cartas pras icamiabas”, com referências aos Lusíadas (O gigante Adamastor) e à “Carta de Pero Vaz de Caminha”. O texto também traz referência a danças da cultura indígena (murua, poracê, bacororô cucuicogue) e do folclore popular, com destaque para o bumba-meu-boi.
O que é cultura, José Luiz dos Santos, Editora Brasiliense, Coleção Primeiros Passos
Como indica o título da série, é um texto em linguagem simples, para iniciantes, que oferece ao leitor uma introdução sobre as relações entre cultura, sociedade e poder.
O Tupi e o Alaúde, Gilda de Mello Souza, Editora 34
Escrito em linguagem bastante acessívelo texto de Gilda de Mello e Souza desvenda aspectos relativos à construção da rapsódia Macunaíma, examinando o uso de elementos ligados à cultura erudita e à cultura popular.
FONTE: Revista Nova Escola
Para auxiliar no nosso trabalho, que não deve ser exclusivo da data, a Revista Nova Escola preparou um especial.
FOLCLORE: CULTURA BRASILEIRA EM SALA DE AULA
E para evitarmos equívocos, o reforço de estereótipos e falta de respeito à diversidade, seja étnica, cultural e religiosa, uma reportagem sobre os erros mais comuns no trabalho com folclore. (clique no título abaixo)
10 erros mais comuns nas festas escolares
Aulas perdidas, desrespeito à diversidade cultural e à liberdade religiosa... Saiba como evitar esses e outros equívocos
Julia Priolli (novaescola@atleitor.com.br)

Festas são bem-vindas na escola, mas com o simples - e importante - propósito de ser um momento de recreação ou de finalização de um projeto didático. É a oportunidade de compartilhar com os colegas e com os familiares o que os alunos aprenderam (leia mais no quadro abaixo). No entanto, não é isso que se vê por aí. A seguir, os dez principais equívocos dos eventos escolares.
Folclore, uma bibliografia comentada
Seis livros essenciais sobre o tema analisados pelo especialista Marcio Augusto de Moraes, doutor em Literatura Comparada e Teoria Literária de Universidade de São Paulo (USP)
Daniele Pechi (daniele.paula@fvc.org.br)
A cultura popular na idade média e no Renascimento, Mikahail Bakhtin, Editora Hucitec/UNB. Livro fundamental para entender as relações entre a cultura popular, a erudita, e as relações de carnavalização do poder por meio das festas e a representação literárias dessas relações.
Cultura Popular: revisitando um conceito historiográfico, Roger Chartier. Artigo disponível aqui.
Texto conciso em que Roger Chartier discute os conceitos de cultura popular e cultura erudita.
Danças Dramáticas do Brasil, Mário de Andrade, Editora Itatiaia (organização de Oneyda Alvarenga).
Extenso inventário sobre as danças dramáticas brasileiras, traz letras e pautas musicais do repertório que serve de acompanhamento aos dramas coreográficos.
Dicionário do Folclore Brasileiro, Luis da Camara Cascudo, Editora Itatiaia
Dicionário fundamental para quem gosta de folclore. Traz uma extensa e cuidadosa descrição sobre o folclore brasileiro, comentando as origens de mitos e lendas.
Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, Mário de Andrade, Editora Agir.
Comentário Baseado em uma lenda ameríndia, coletado por Theodor Koch-Greenberg, um dos principais títulos da Literatura Brasileira, Macunaíma é uma rapsódia construída a partir de textos da literatura universal, de lendas e mitos da cultura indígena e africana, ditados populares, paródia de fatos históricos etc. O capítulo “Maioridade”, por exemplo, enreda na narrativa as lendas da Cotia e do Currupira; “Macumba” traz referencias à mitologia africana e “Pauí-Pódole” à indígena. Relacionando literatura e história, o texto nos traz, por exemplo, “Cartas pras icamiabas”, com referências aos Lusíadas (O gigante Adamastor) e à “Carta de Pero Vaz de Caminha”. O texto também traz referência a danças da cultura indígena (murua, poracê, bacororô cucuicogue) e do folclore popular, com destaque para o bumba-meu-boi.
O que é cultura, José Luiz dos Santos, Editora Brasiliense, Coleção Primeiros Passos
Como indica o título da série, é um texto em linguagem simples, para iniciantes, que oferece ao leitor uma introdução sobre as relações entre cultura, sociedade e poder.
O Tupi e o Alaúde, Gilda de Mello Souza, Editora 34
Escrito em linguagem bastante acessívelo texto de Gilda de Mello e Souza desvenda aspectos relativos à construção da rapsódia Macunaíma, examinando o uso de elementos ligados à cultura erudita e à cultura popular.
FONTE: Revista Nova Escola
O baião de Luiz Gonzaga na sala de aula
Aqui em Mesquita, estamos homenageando este ano o Rei do Baião, o Lua Luiz Gonzaga. Abaixo, uma matéria bacana da revista para nosso deleite e aprofundamento.
O baião de Luiz Gonzaga na sala de aula
No centenário do nascimento de Luiz Gonzaga, faça a turma dançar e se encantar com o ritmo nordestino que ganhou o País e há mais de 60 anos influencia a MPB
Elisângela Fernandes (novaescola@atleitor.com.br)

Nascido em 1912, o filho mais ilustre da cidade de Exu, no sertão pernambucano, ganhou o Brasil após conhecer um dos seus mais importantes parceiros: o advogado cearense Humberto Teixeira. É deles a música Baião, que marca o nascimento do gênero: "Eu vou mostrar pra vocês/ Como se dança o baião/ E quem quiser aprender/ É favor prestar atenção". Depois desse manifesto, Gonzaga estourou, vendeu milhares de discos e colocou o nordeste no cenário da MPB.
O Rio de Janeiro era um terreno fértil para a divulgação da música nordestina e do forró nas suas mais diferentes variações como baião, chamego, xaxado, xote e o coco. Nas décadas de 1940 e 1950 o rádio era o meio de comunicação mais popular no País. Além disso, a intensificação do processo de migração que trouxe milhares de nordestinos ao sul e sudeste do país.
Não há dúvidas de que Lua, como Gonzaga também ficou conhecido, é um dos construtores da MPB. "Ele não foi só um instrumentista ou um compositor. Gonzaga definiu um gênero musical e sintetizou como ninguém a cultura nordestina" exalta o jornalista e historiador, Paulo César de Araújo, autor do livro Eu Não Sou Cachorro, Não. Antes dele, outros nordestinos tentaram, mas nenhum conseguiu a projeção nacional de Gonzagão.
Para o sociólogo alemão Norbert Elias, o êxito alcançado por um artista não pode ser atribuído apenas à sua suposta genialidade. O resultado depende de inúmeras variáveis, articuladas entre si, em um determinado contexto social. "O rei do Baião estava no lugar certo, na hora certa", afirma Maria Sulamita de Almeida Vieira, professora da Universidade Federal do Ceará e autora de Luiz Gonzaga, o Sertão em Movimento.
O valor de um nordestino
Apesar do grande sucesso entre as massas, o reconhecimento por parte da classe média e da intelectualidade brasileira só chegou quando Gonzaga já era sexagenário. "Isso não aconteceu só com o Baião. Muitos dos mitos da MPB, que hoje são exaltados pelas elites culturais e críticos eram desprezados quando surgiram, ainda que fossem amados pelo povo. Exemplo disso foi o que ocorreu com Orlando Silva, cantor das multidões. Na época, essas pessoas não tinham o menor interesse por ele", avalia Paulo César de Araújo.
Durante muito tempo, a boa MPB era aquela produzida em três períodos muito distintos. Durante a Época de Ouro, que vai de 1930 a 1945, com nomes como Noel Rosa, Cartola e Nelson Cavaquinho, e depois com a Bossa Nova, em 1959, e a Tropicália, em 1960. "O baião ficou no meio, entre a tradição e a modernidade. Com isso, passou a ser tratado como um momento menor da nossa música", lamenta o jornalista.
O reconhecimento pelas elites culturais chegou com as declarações de outros nordestinos: os baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil já traziam o rei do baião em sua memória afetiva e declararam em diversas entrevistas a importância do sanfoneiro para sua formação musical. Com isso, o baião ganhou o aval de dois jovens expoentes da MPB. Exemplo disso é a gravação de Asa Branca, única música cantada em português por Caetano Veloso no disco que lançou na Inglaterra durante o exílio, em 1971.
Ao longo de sua carreira, Luiz Gonzaga recebeu inúmeras homenagens de seus discípulos, em gravações com Carmélia Alves, Dominguinhos, Elba Ramalho, Fagner e Milton Nascimento. Em 1984, recebeu o Prêmio Shell - antes do sanfoneiro, somente Pixinguinha, Dorival Caymmi e Tom Jobim haviam sido agraciados.
"A música de Gonzaga continua aí, influenciando direta ou indiretamente as novas gerações", defende Paulo César de Araújo. O jornalista explica que diferentes aspectos de sua obra são encontrados nas músicas de Raul Seixas, no movimento Manguebeat na década de 1990, com Chico Science e a Nação Zumbi, o Cordel do Fogo Encantado, Mestre Ambrósio, Osvaldinho do Acordeom, Lenine, Zeca Baleiro, Marisa Monte, e tantos outros.
Durante muito tempo, a boa MPB era aquela produzida em três períodos muito distintos. Durante a Época de Ouro, que vai de 1930 a 1945, com nomes como Noel Rosa, Cartola e Nelson Cavaquinho, e depois com a Bossa Nova, em 1959, e a Tropicália, em 1960. "O baião ficou no meio, entre a tradição e a modernidade. Com isso, passou a ser tratado como um momento menor da nossa música", lamenta o jornalista.
O reconhecimento pelas elites culturais chegou com as declarações de outros nordestinos: os baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil já traziam o rei do baião em sua memória afetiva e declararam em diversas entrevistas a importância do sanfoneiro para sua formação musical. Com isso, o baião ganhou o aval de dois jovens expoentes da MPB. Exemplo disso é a gravação de Asa Branca, única música cantada em português por Caetano Veloso no disco que lançou na Inglaterra durante o exílio, em 1971.
Ao longo de sua carreira, Luiz Gonzaga recebeu inúmeras homenagens de seus discípulos, em gravações com Carmélia Alves, Dominguinhos, Elba Ramalho, Fagner e Milton Nascimento. Em 1984, recebeu o Prêmio Shell - antes do sanfoneiro, somente Pixinguinha, Dorival Caymmi e Tom Jobim haviam sido agraciados.
"A música de Gonzaga continua aí, influenciando direta ou indiretamente as novas gerações", defende Paulo César de Araújo. O jornalista explica que diferentes aspectos de sua obra são encontrados nas músicas de Raul Seixas, no movimento Manguebeat na década de 1990, com Chico Science e a Nação Zumbi, o Cordel do Fogo Encantado, Mestre Ambrósio, Osvaldinho do Acordeom, Lenine, Zeca Baleiro, Marisa Monte, e tantos outros.
A música de Gonzagão: alma do sertão
Como na maioria das canções populares, as temáticas recorrentes na obra de Luiz Gonzaga são o amor e a saudade. Só que em suas composições, a separação é motivada pela seca, como em seu maior sucesso Asa Branca: "Quando o verde dos teus oio / Se espalhar na prantação / Eu te asseguro não chore não, viu / Que eu voltarei, viu / Meu coração".
Como na maioria das canções populares, as temáticas recorrentes na obra de Luiz Gonzaga são o amor e a saudade. Só que em suas composições, a separação é motivada pela seca, como em seu maior sucesso Asa Branca: "Quando o verde dos teus oio / Se espalhar na prantação / Eu te asseguro não chore não, viu / Que eu voltarei, viu / Meu coração".
O drama do retirante aparece com fortes elementos de crítica social e de protesto, sobretudo, nas músicas em que contou com a parceria de Zé Dantas, como em Vozes da Seca: "Seu doutô os nordestinos / Têm muita gratidão / Pelo auxílio dos sulistas / Nesta seca no sertão / Mas doutô uma esmola/ A um home qui é são / Ou lhe mata de vergonha / Ou vicia o cidadão".
Outro exemplo de crítica é A Triste Partida: "Faz pena o nortista / Tão forte, tão bravo/ Viver como escravo / No Norte e no Sul", resultado do encontro da música com a poesia. A gravação de Luiz Gonzaga contribuiu para impulsionar a divulgação da obra do poeta cearense Patativa do Assaré, outro ícone da cultura nordestina.
Outro exemplo de crítica é A Triste Partida: "Faz pena o nortista / Tão forte, tão bravo/ Viver como escravo / No Norte e no Sul", resultado do encontro da música com a poesia. A gravação de Luiz Gonzaga contribuiu para impulsionar a divulgação da obra do poeta cearense Patativa do Assaré, outro ícone da cultura nordestina.
Além da temática da seca e da pobreza, o sanfoneiro atribuiu outras imagens e símbolos ao sertanejo. São muitas as músicas em que está presente a poesia, a alegria, a dedicação ao trabalho, a bravura, a beleza e a coragem do povo nordestino. "Com isso, ele faz uma reinterpretação do nordeste e do sertão", explica Sulamita.
Em suas apresentações o rei do baião reagrupou artefatos e um conjunto de símbolos da cultura nordestina. A partir de 1953, o sanfoneiro passou a usar o chapéu de couro e roupas inspiradas em Lampião. Na biografia Vida do Viajante: A Saga de Luiz Gonzaga, a jornalista francesa Dominique Dreyfus conta que a inspiração veio do músico Pedro Raimundo, que se apresentava com roupas típicas de gaúcho.
Gilberto Gil, Em diversas entrevistas, se recorda do primeiro grande show que assistiu foi de Gonzaga, quando tinha apenas 11 anos de idade e afirma que estava diante de um grande astro pop, com suas músicas inigualáveis, seu figurino, suas sanfonas, seus músicos.
O trabalho com o ritmo e com a dança em sala de aula
A obra do sanfoneiro é tema essencial nas aulas de música. André Hosoi, músico, coordenador pedagógico do grupo Barbatuques e professor do colégio Vera Cruz, em São Paulo, explica como o assunto é trabalhado em suas aulas: a primeira coisa é fazê-los dançar, pois "quando o corpo entende, a compreensão sobre o ritmo ocorre de forma muito mais natural". Os alunos podem - e devem - não só estudar a história desse gênero, como também aprender a tocá-lo. Com os ouvidos atentos e orientação do professor é possível entender o papel de cada instrumento no Baião: a sanfona tem a função harmônica e melódica, já a base rítmica é formada pelo zabumba, que marca o tempo, e pelo o triângulo, no contratempo.
O professor explica que é preciso escolher bem o repertório para que os alunos conheçam a diversidade e riqueza das músicas do rei do baião. Por isso não deixa de tocar os xotes: Riacho do Navio e Sala de Reboco, o arrasta-pé de Vem Morena ou de Pagode Russo, nem mesmo o baião lento do próprio Baião ou ainda uma versão mais rápida como Respeita Januário.
Para aproximar os alunos da obra de Luiz Gonzaga, André não perde a oportunidade de trazer algumas versões, que os próprios estudantes devem conhecer ou que seus pais escutem, como oXote das Meninas com a cantora Marisa Monte ou, ainda, Espinho na Roseira, um baião com batida mais roqueira, na interpretação do Kanark.
FONTE: Revista Nova Escola
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Olá a todos!
Mais uma excelente dica para formação! Muito interessante para os professores de anos iniciais e pedagogos.
A oficina oferece atividades com jogos e brincadeiras para desenvolver a percepção sonora, ritmo, emoção, concentração e socialização de jovens e crianças. Saiba como trabalhar essa modalidade artística nas escolas, por meio de métodos práticos e divertidos. Participe!
Público-alvo: professores, educadores, estudantes de licenciaturas, pedagogia, coordenadores pedagógicos, e pessoas interessadas no tema.
Conteúdo:
- Reconhecer diferentes sonoridades;
- Criar diferentes ritmos a partir de diferentes fontes sonoras;
- Elaborar situações de interações musicais (diálogos);
- Perceber os sons ao redor;
- Acompanhar uma melodia marcando sonoricamente o tempo;
- Coordenar ações com o corpo e a voz.
Data: 19 de julho (quinta-feira)
Horário: das 13h30 às 17h30
Taxa: aquisição do livro Jogos e Brincadeiras Musicais (R$ 13,80)
Local: Paulinas Livraria
Rua 7 de Setembro, 81 A – Centro – Rio de Janeiro - RJ
Informações e inscrições: Tel.: (21) 2232-5486 ou rjpromov@paulinas.com.br
Mais uma excelente dica para formação! Muito interessante para os professores de anos iniciais e pedagogos.
Oficina: Jogos e brincadeiras musicais
A oficina oferece atividades com jogos e brincadeiras para desenvolver a percepção sonora, ritmo, emoção, concentração e socialização de jovens e crianças. Saiba como trabalhar essa modalidade artística nas escolas, por meio de métodos práticos e divertidos. Participe!
Assessora: Alliana Daud, professora de artes, compositora e arte-educadora, bacharel em Composição Musical, licenciada em Educação Artística (habilitação em música), especialista em Arte-terapia, Arte, Educação e Tecnologias Contemporâneas, Estratégias de Ensino a Distância e Docência Superior.
Público-alvo: professores, educadores, estudantes de licenciaturas, pedagogia, coordenadores pedagógicos, e pessoas interessadas no tema.
Conteúdo:
- Reconhecer diferentes sonoridades;
- Criar diferentes ritmos a partir de diferentes fontes sonoras;
- Elaborar situações de interações musicais (diálogos);
- Perceber os sons ao redor;
- Acompanhar uma melodia marcando sonoricamente o tempo;
- Coordenar ações com o corpo e a voz.
Data: 19 de julho (quinta-feira)
Horário: das 13h30 às 17h30
Taxa: aquisição do livro Jogos e Brincadeiras Musicais (R$ 13,80)
Local: Paulinas Livraria
Rua 7 de Setembro, 81 A – Centro – Rio de Janeiro - RJ
Informações e inscrições: Tel.: (21) 2232-5486 ou rjpromov@paulinas.com.br
quinta-feira, 21 de junho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Dinamizadoras do Setor de Incentivo à Leitura participam de oficina com a escritora portuguesa Margarida Botelho
O Setor de Incentivo à Leitura,
da Secretaria Municipal de Educação de Mesquita, através de suas dinamizadoras
participou ontem dia 14/06/12, da “Oficina o livro como ferramenta artística de
intervenção social”, ofertada pela Editora Paulinas, responsável pelos
lançamentos dos livros "Os lugares de Maria" e mais recentemente, "Eva".
Margarida Botelho (Almada, 1979)
formou-se em Arquitetura, mas desde que se lembra sempre gostou de tintas,
lápis de cor e folhas brancas para desenhar as palavras e as formas das
histórias que inventava. É co-fundadora do grupo de Teatro para a Infância “Rabo
de Palha”.
Já ganhou vários prêmios
Literários e participou em diversas exposições de Ilustração. Trabalha em
Ilustração, Literatura Infantil e em projetos de Educação Artística. Colabora
com diversos serviços educativos de bibliotecas e museus, entre os quais o
Serviço Educativo do Centro de Arte Moderna e o Serviço de Música da Fundação
Calouste Gulbenkian. Em 2005, publicou o seu primeiro livro “Os Lugares de
Maria” (história e ilustração) das Paulinas Editora. Em 2006, publicou o livro
“A Casa da Árvore” (história e ilustração) como edição de autor. (Fonte: Wikipédia)
Este ano, esteve no Salão FNLIJ
por ocasião do lançamento do seu livro "Eva".
Estiveram na oficina as
dinamizadoras Adriana (Clube da E. M. Doutor Manoel Reis), Ana Paula (Clube da
E. M. Maria Isabel), Edvania (Clube da E. M. Maria Isabel), Raissa (Clube da E.
M. Ernesto Che Guevara), Tathiana (Clube da E. M. Governador Roberto Silveira)
e Lucélia (Coordenação do Setor de Incentivo à Leitura).
A oficina teve como proposta,
apresentar o trabalho de Botelho e pensar em possibilidades de dinamização do
trabalho com o livro, extrapolando o impresso, através da arte-educação.
Para nossas professoras
dinamizadoras foi um dia de encantamento e muita aprendizagem.
Apresentação da escritora Margarida Botelho
Construção dos livros
Livro Eva
sábado, 26 de maio de 2012
Setor de Incentivo à Leitura promove oficina em Creche de Mesquita
A Secretaria Municipal de Educação, através do Setor de Incentivo à Leitura, participou como convidada, no último dia 18 de maio, do Centro de Estudos da CEMEI Margarida Duarte, no turno da manhã. A pauta requerida pela diretora da unidade, Andréa Prado, foi pertinente à importância da Literatura Infantil e da contação de histórias na Educação Infantil (Creche) e na construção do futuro aluno-leitor.
A mini-formação, desenvolvida pelo Setor de Incentivo à Leitura da SEMED, constava com uma parte teórica sobre a importância da literatura na Ed. Infantil, as formas de contação de histórias, desde bebê até os 03 anos de idade (faixa etária atendida pela Creche) e duas oficinas diferenciadas para confeccionar materiais distintos para a contação de histórias. Ao final, os grupos utilizaram o próprio material confeccionado para contar histórias uns para os outros.
Segundo uma das coordenadoras do Setor de Incentivo à Leitura, Profª. Carla Ribeiro, “a formação foi muito bem acolhida pelos profissionais da Unidade e já houve a solicitação para que retornemos no 2º semestre a fim de darmos continuidade e sabermos da evolução destas atividades com os alunos.
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